Tenho R$ 3 mil e posso aplicar mais R$ 600 por mês; CDB é uma boa pra mim?

José Raymundo Faria, CFP, planejador financeiro certificado pelo IBCPF, responde a pergunta de leitor do InfoMoney
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Pergunta:

Tenho um investimento inicial de R$ 3 mil mais uma renda mensal variável entre R$ 450,00 e R$ 600,00 para investimento. Sei que poupança não é opção neste caso, um dos bancos ofereceu um investimento em CDB com a promessa da taxa de 0,87%. Mas meu interesse é em algo rentável, com risco médio. Qual é a melhor opção neste caso?

Leitor: Eduardo

Resposta de José Raymundo Faria, CFP, planejador financeiro certificado pelo IBCPF:

Caro Eduardo,

Alguns aspectos devem ser considerados neste CDB oferecido:

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1- Não é incomum encontrarmos rentabilidade alta em CDB para pequenos valores, mas muitas vezes não observamos o emissor. Em geral, isto significa que tomamos a decisão baseado na garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Apenas pense que se ocorrer algum problema com o emissor, terá que aguardar entre 4 e 6 meses para o FGC providenciar o pagamento de toda sua reserva. Se isto não lhe incomoda, ou seja, precisar do recurso e não poder usar em situação extrema, tudo bem.

2- Em geral, o banco que oferece estas taxas não tem rede de agências e temos que transferir os recursos via DOC/TED e este custo precisa ser considerado. Talvez você tenha um pacote de tarifas que tenha este serviço incluso, mas está pagando por ele. Em resumo, um DOC vai custar aproximadamente 1% do valor da transferência do superávit mensal e isto pode inviabilizar a aplicação.

3- Da forma que está escrito, esta taxa parece ser prefixada. Se for isto e caso necessite de liquidez, há o risco de você ter uma grande decepção no resgate devido a marcação a mercado.

Assim, se o risco de crédito e de taxa e o custo estão considerados e não incomodam, a decisão de aplicar neste CDB pode estar correta. Mas pense em aplicar em uma LFT (títulos pós-fixado do Tesouro Direto), que paga 100% da Selic. Há alternativas de transferência dos recursos para o Tesouro Direto sem custo, restando os custos de custódia da CBLC e da Corretora.

Outro ponto da pergunta e se há algo mais rentável com risco médio com o valor sugerido. Penso que não, já que renda variável e títulos pré-fixados (veja o item 3) não irão apresentar riscos baixos ou médios no seu caso.

Pelo apresentado, aplicação em LFT aproveitando o momento de Selic alta é uma boa alternativa enquanto acumula reservas. Dentro de uns 3 anos e com reservas maiores, mais opções de investimentos vão surgir e, mediante diversificação, poderá rever as suas aplicações.

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José Raymundo Faria é planejador financeiro pessoal e possui a certificação CFP® (Certified Financial Planner), concedida pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF). 

As respostas refletem as opiniões do autor. O IBCPF e o Infomoney não se responsabilizam pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso destas informações. Perguntas devem ser encaminhadas para onde_investir@infomoney.com.br

Prezado Hildebrand, 

Pouco a pouco é possível ver mudanças significativas no perfil de investimento dos brasileiros. Percebemos, por exemplo, o crescimento do numero de jovens que estão disponibilizando parte de sua renda para se planejar financeiramente para a sua aposentadoria. É um movimento que tende a crescer cada vez mais ao longo dos próximos anos, especialmente com a educação financeira em curso em nossa sociedade. 

 Sua iniciativa é digna de receber elogios e servir de exemplo a outros tantos… 

 Como seu planejamento para esse investimento tem um horizonte de 15 anos algumas observações importantes devem ser feitas. Em uma simulação com um investimento inicial de R$ 10.000 e aplicações regulares de R$ 500, com uma rentabilidade anual de 10%, atingiremos após 15 anos um capital de R$ 242.583, sem considerar a inflação no período. Com esse capital investido é possível viver com uma renda de aproximadamente R$ 2 mil/mês, complementando a sua aposentadoria. No entanto, a pergunta magica é como atingir essa rentabilidade para um baixo risco no investimento. 

 Com as informações presentes não é possível identificar qual o seu perfil de investidor, onde seria possível identificar o quanto de risco você esta propenso a aceitar em sua carteira de investimentos (para saber o seu perfil de investidor é aconselhável buscar sua instituição financeira e responder ao questionário “Suitability”). No entanto, podemos considerar que você segue o padrão brasileiro de conservadorismo em seus investimentos, bastante carregado de “renda fixa” , mas propenso a conhecer novos produtos para pequenos investimentos. 

 Sugiro, para você superar a rentabilidade apresentada na simulação, que divida seu patrimônio em 2 partes. 

 A primeira parte é separar R$ 5 mil inicial e 80% de suas aplicações regulares para um fundo de renda fixa com credito privado que supere consistentemente 100% do CDI. Muitos fundos conseguem superar esse benchmark, e possuem aplicações inicias bastante acessíveis. Prefira esse investimento as NTN-Bs e a sua aplicação em imóveis. 

 Para os outros R$ 5 mil iniciais, e 20 % de suas aplicações mensais (R$100,00), podemos ser um pouco mais arrojados, buscando atingir uma rentabilidade superior do que a renda fixa. Como sua disponibilidade atual é pequena para ser investida diretamente em ações (coma na sua atual carteira de ações de Vale e Itau), uma excelente alternativa são os fundos de ações. 

 Os fundos de ações são, para a grande maioria dos investidores, a melhor alternativa para seus investimentos em renda variável. Apresentam vantagens como liquidez, diversificação e uma gestão profissionalizadas dos seus investimentos. Com ele você estará bem atendido para atingir sua meta de longo prazo na aposentadoria. Procure gestoras com comprovada competência em sua equipe de analise, e fundos de ações que sejam considerados “Ibovespa ativo”, com a intenção de superar o bechmark. Prefira esses as ações propriamente ditas. 

 E lembre-se: o resultado do seu sucesso financeiro também depende de você! 

 *Fabiano Pessanha, CFP, planejador financeiro certificado pelo IBCPF