Mercado imobiliário

TB Office: “Se este é o momento de glória do fundo, por que vender?”, questiona cotista

Alex Pomilio defende maior transparência e abertura de processo de livre concorrência para ofertas pelo fundo imobiliário

SÃO PAULO – O fundo imobiliário TB Office está no holofote do mercado nos últimos dias por conta de duas propostas de aquisição do Tower Bridge Corporate, único ativo do fundo, e diante da acusação de um possível conflito de interesse por parte da Hedge Investments, que está atuando tanto na ponta vendedora quanto na compradora do imóvel. (Leia mais sobre o caso nesta reportagem)

Se, de um lado, a Hedge justifica a venda pelo bom timing de mercado, de outro, cotistas do TBOF11 questionam se o cenário de juros baixos e queda da vacância não sinalizam que o horizonte pela frente é de melhora, com potencial impacto nos rendimentos do fundo.

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“Qual a posição da Hedge para decidir que este é o momento de vender o TB Office? Eu penso que esse ativo começa agora o seu momento de glória”, afirmou Alex Pomilio, membro do Grupo de Investidores de Fundos Imobiliários (Grifi) e cotista do TBOF11 e dos fundos de fundos da Hedge, nesta quinta-feira (14), em participação no programa “Fundos Imobiliários”.

O Grifi é um grupo independente de cotistas de fundos imobiliários criado em 2012 que tem cerca de 50 membros com participação ativa em assembleias e em discussões sobre investimentos no mercado.

No programa, apresentado por Arthur Vieira de Moraes, Pomilio contestou afirmações feitas mais cedo por André Freitas, sócio e responsável pelas carteiras de FIIs da Hedge, e questionou a proposta feita pela gestora para a aquisição do ativo único do TB Office.

O principal ponto de discussão, segundo ele, é o conflito de interesse envolvendo a gestora ofertante: se existe ponta vendedora e compradora, questiona Pomilio, qual o equilíbrio de forças entre elas? “Qual chapéu a Hedge veste?”, indagou.

Mais transparência e concorrência

Além de pedir maior transparência no processo, o cotista diz que gostaria que a Hedge criasse valor aos acionistas. A melhor solução, segundo ele, seria a abertura de um processo de livre concorrência, visando encontrar o melhor comprador, com melhor preço. “Se esses [cotistas] grandes querem vender, então eles querem a mesma coisa que eu. Não entendo por que não abrir para a concorrência.”

Para Pomilio, a proposta da Hedge é muito conservadora, considerando os novos inquilinos e a queda da taxa de vacância. Na visão do Grifi, há um potencial de valorização de 30% sobre a oferta feita. Ontem (13), as cotas do TBOF11 fecharam com alta de 3,2%, cotados a R$ 93. Em 12 meses, a valorização chega a 23%.

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