Correção na renda fixa

Taxas de títulos públicos do Tesouro Direto caem nesta quinta-feira

Investidores monitoraram desdobramentos de ata referente à última reunião de política monetária dos EUA e novo depoimento na CPI da Covid, no Brasil

Por  Mariana Zonta d'Ávila -

SÃO PAULO – Após subirem no último pregão, em meio a divulgação de dados de inflação ao redor do mundo, os prêmios pagos pelos títulos públicos negociados via Tesouro Direto apresentavam queda na tarde desta quinta-feira (20), em um dia de noticiário esvaziado de indicadores brasileiros.

O Tesouro Prefixado com vencimento em 2024 pagava uma taxa anual de 8,30% nesta tarde, ante 8,38% ao ano na tarde de quarta-feira (19). Da mesma forma, o juro pago pelo Tesouro Prefixado 2026 cedia de 8,90% para 8,82% ao ano.

Entre os títulos atrelados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2045 oferecia um prêmio anual de 4,22%, ante 4,27% a.a. anteriormente, enquanto a taxa do Tesouro IPCA+ 2026 recuava de 3,57% para 3,51% ao ano.

Confira os preços e as taxas atualizadas de todos os títulos públicos disponíveis para compra no Tesouro Direto nesta quinta-feira (20):

Fonte: Tesouro Direto

EUA em foco

No ambiente internacional, as atenções recaíram sobre os temores de uma redução dos estímulos adotados pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos.

Divulgada ontem, a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) reforçou o discurso de que os impactos no preços vistos recentemente devem ser transitórios, mas apontou que já vem sendo discutida a redução de estímulos por meio de ajuste com programas de recompras de títulos.

Segundo a minuta, “vários participantes sugeriram que, se a economia continuar a fazer rápido progresso em direção às metas do Comitê, pode ser apropriado começar a discutir um plano para ajustar o ritmo de compra de ativos em algum momento das próximas reuniões”.

Também nos Estados Unidos, investidores repercutiram o número de pedidos de seguro-desemprego no país, que somaram 444 mil na semana passada, abaixo do esperado pelos economistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam 452 mil solicitações do benefício.

CPI da Pandemia

No Brasil, investidores seguiram atentos à CPI da Pandemia, com a retomada do depoimento de Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde.

Ontem, nas sete horas de sessão, Pazuello afirmou que o presidente Jair Bolsonaro não mandou cancelar o contrato para a compra da Coronavac e afirmou que a pasta respondeu diversas vezes a ofertas da Pfizer. Ele também alegou que foi informado sobre a falta de oxigênio em Manaus apenas em 10 de janeiro. Saiba mais aqui.

Ainda no âmbito político, a Polícia Federal (PF) deflagrou ontem investigação para apurar suspeita de crimes de corrupção e facilitação de contrabando praticados por agentes públicos e empresários do setor madeireiro, tendo como um dos alvos o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

Salles é o principal alvo da investigação, que apura a revogação de normas para atender a madeireiros. Ele foi alvo de mandados de busca e apreensão, e teve os sigilos fiscal e bancário quebrados.

O ministro do Meio Ambiente afirmou que a investigação “não tem substância”, e que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que determinou a operação de busca e apreensão, teria sido “induzido a erro”.

O presidente do Ibama, Eduardo Bim, e outras autoridades do Ibama e do Ministério do Meio Ambiente foram afastados de seus cargos pelo Supremo.

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