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Taxas de prefixados sobem com fala de Guedes; Tesouro IPCA+ tem juro negativo no resgate

Ministro da Economia afirmou que os investidores devem se acostumar com "juros mais baixos e câmbio alto por um bom tempo"

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Paulo Guedes
(Jefferson Rudy/Agência Senado)
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SÃO PAULO – As taxas oferecidas pelos títulos públicos prefixados negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, fecharam o pregão desta terça-feira (26) em alta.

Repercutiram ao longo do dia as declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, indicando que não está preocupado com a valorização do dólar frente ao real. “É bom se acostumar com juros mais baixos e câmbio mais alto por um bom tempo”, disse o ministro ontem, em evento realizado em Washington (EUA). Com o discurso, o dólar fechou na máxima histórica de R$ 4,24, com alta de 0,6%, mesmo após a atuação do Banco Central.

O BC fez duas intervenções no câmbio, vendendo dólares à vista pela manhã com uma taxa de corte de R$ 4,2320 e à tarde, por R$ 4,2390. O lote mínimo foi de US$ 1 milhão.

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Na última semana, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que, se a desvalorização contínua do câmbio começar a afetar a inflação, o BC terá de atuar de forma diferente na política monetária. As afirmações mais cautelosas do BC reduzem as apostas dos investidores em uma queda mais intensa da Selic.

No Tesouro Direto, o título com rendimento prefixado e vencimento em 2022 pagava uma taxa de 5,46% ao ano, ante 5,43% a.a. na abertura do dia. O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 35,79 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) para investir no papel, ou adquirir o título integralmente por R$ 894,97.

Já o Tesouro Prefixado com juros semestrais e prazo em 2029, a taxa avançava de 6,96% para 6,98% ao ano.

Entre os títulos com rentabilidade atrelada à inflação, o movimento foi de queda, com exceção do Tesouro IPCA+2024, que pagava 2,39% ao ano, ante 2,37% a.a. anteriormente. Os prêmios oferecidos pelos papéis com vencimentos em 2035 e 2045, por sua vez, recuavam de 3,32% para 3,30% ao ano.

Fato curioso do dia, dentre os títulos disponíveis para resgate, destaque para a taxa negativa de 0,07% (mais a variação da inflação) do Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2020. No início do ano, a taxa de venda do papel correspondia a 3,10%.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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Balanço do Tesouro Direto

Em outubro, as vendas de títulos públicos do Tesouro Direto voltaram a superar os resgates, desta vez em R$ 49,5 milhões, segundo o Tesouro Nacional. No mês, as vendas chegaram a quase R$ 2 bilhões, enquanto os resgates somaram R$ 1,9 bilhão. No período, o estoque do programa atingiu um montante de R$ 59,2 bilhões, um aumento de 13% sobre outubro de 2018. Na comparação mensal, a alta foi de apenas 0,7%

Assim como nos meses anteriores, o título mais demandado pelos investidores foi o Tesouro Selic, utilizado para reserva de emergência por conta da alta liquidez, cuja participação nas vendas atingiu 42,5%, abaixo dos 50,2% apresentados em setembro. Na sequência, apareceram os títulos indexados à inflação (Tesouro IPCA e Tesouro IPCA+ com juros semestrais), com 38,4% das vendas, e os prefixados, com 19,1%.

Com relação ao número de investidores ativos, este chegou a 1,2 milhão, um crescimento de 62% nos últimos 12 meses. Em outubro, o acréscimo foi de aproximadamente 19,4 mil novos investidores ativos.

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