Renda fixa

Taxas de títulos do Tesouro Direto sobem nesta terça-feira; prefixados pagam 6,36% ao ano

Investidores monitoraram falas do presidente do Banco Central sobre câmbio e desenrolar da guerra comercial entre China e EUA

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Notas de real (Crédito: Shutterstock)

SÃO PAULO – As taxas oferecidas pelos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, seguiram em alta na tarde desta terça-feira (19).

Entre os destaques do dia, mercados continuaram repercutindo o desenrolar da guerra comercial entre Estados Unidos e China, após notícias de que chineses estariam pessimistas sobre as chances de chegar a um acordo. Por outro lado, nova extensão concedida por Washington para permitir que as empresas americanas continuem fazendo negócios com a Huawei contribuiu para amenizar o cenário de incertezas.

Na cena doméstica, investidores acompanharam as falas do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, de que a desvalorização do real frente ao dólar não tem tido impacto sobre a inflação e que veio acompanhada pela melhora da percepção de risco por parte dos investidores.

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“Não houve piora nas expectativas de inflação, que é o que nos importa. Mas se a desvalorização cambial começar a afetar expectativa de inflação, teremos que fazer atuação diferente”, afirmou.

No Tesouro Direto, o título com rendimento prefixado e vencimento em 2025 oferecia um prêmio anual de 6,36%, ante 6,33% a.a. na abertura do dia. O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 36,51 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) para investir no papel, ou adquirir o título integralmente por R$ 730,39.

O Tesouro Prefixado com juros semestrais 2029, por sua vez, pagava 6,73% ao ano, ante 6,68% a.a. anteriormente.

A alta nas taxas também era encontrada nos papéis atrelados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), como o com prazo em 2024, que pagava a inflação mais 2,25% ao ano, ante 2,22% a.a. pela manhã. Já nos papéis com vencimentos em 2035 e 2045, a taxa avançava de 3,19% para 3,22% ao ano.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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Baixo risco, liquidez e acessibilidade

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O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora, como a Rico Investimentos, por exemplo, para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho.

Entenda tudo sobre Tesouro Direto neste guia completo;

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