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Renda fixa

Taxas de títulos do Tesouro Direto sobem nesta segunda-feira com aumento de aversão ao risco

Em semana de Copom, investidores repercutem aumento das tensões externas e políticas no Brasil

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SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos iniciam a semana da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) em alta, em meio a um cenário externo negativo nesta segunda-feira (4) e com aumento das tensões políticas na cena doméstica.

Entre os títulos indexados à inflação, o com vencimento em 2026 pagava uma taxa de 3,52% ao ano, ante 3,43% a.a. na tarde de quinta-feira (30), véspera de feriado. Os papéis com prazos em 2035 e 2045, por sua vez, ofereciam um prêmio anual de 4,39%, ante 4,30% a.a. anteriormente.

Com relação aos papéis prefixados, o juro do papel com prazo em 2023 subia de 4,87% para 5,02% ao ano nesta tarde. Já o prêmio pago pelo Tesouro Prefixado com juros semestrais e prazo em 2031 avançava de 7,78% para 7,88% ao ano.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos ofertados nesta segunda-feira (4):

Fonte: Tesouro Direto

Noticiário

No cenário doméstico, investidores repercutiram hoje o aumento das tensões políticas após o presidente Jair Bolsonaro ter participado de uma manifestação ontem, em Brasília (DF), na qual alguns milhares de partidários de extrema direita voltaram a pedir o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF), do Congresso e até um golpe militar. Os manifestantes também criticaram o ex-ministro da Justiça, Sergio Moro.

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Ainda no radar político, a Câmara dos Deputados deve votar hoje a proposta de auxílio financeiro a Estados e municípios para combate aos efeitos da pandemia da Covid-19. Ao todo, serão destinados R$ 125 bilhões, incluindo repasses diretos e suspensão de dívidas.

Já na cena externa, a atenção dos investidores recaiu sobre o aumento das tensões entre os Estados Unidos e a China, após o presidente americano Donald Trump ter acusado a potência asiática, durante entrevista à rede de TV Fox News nesse domingo, de esconder a epidemia para armazenar suprimentos médicos e equipamentos para combater a doença.

Além disso, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, afirmou ao canal ABC, que há “fortes evidências” de que o vírus Covid-19 foi criado em um laboratório em Wuhan.

Mercado vê novo corte da Selic

Apesar de um movimento de alta nas taxas dos títulos públicos nesta segunda-feira, por conta do aumento da aversão ao risco nos mercados, a expectativa dos economistas é de corte de meio ponto percentual da Selic nesta quarta-feira (6), quando sai a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), levando a taxa básica de juros dos atuais 3,75% para 3,25% ao ano. É o que mostra o relatório Focus, divulgado nesta manhã pelo Banco Central.

Na próxima reunião, em junho, contudo, uma nova redução, também de meio ponto percentual, deve levar a taxa para 2,75% ao ano – permanecendo neste patamar até dezembro. Anteriormente, o levantamento mostrava uma expectativa de a Selic encerrar o ano em 3,00%.

Houve ainda no Focus, revisões nas projeções para a taxa básica de juros nos próximos dois anos. Para o fim de 2021, a expectativa de alta foi reduzida de 4,25% para 3,75% ao ano, e para dezembro de 2022, de 5,88% para 5,50% ao ano.

A mediana das projeções para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, por sua vez, caiu pela 12ª vez consecutiva e, agora, os economistas veem contração da economia brasileira de 3,76% em 2020, ante expectativa anterior de retração de 3,34%.

Já em 2021, o mercado espera que a atividade cresça 3,20%, acima da expectativa anterior, de expansão de 3,00%.

Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a projeção de alta ainda foi cortada pela oitava vez consecutiva, desta vez de 2,20% para 1,97%, em 2020. Também houve ajuste na projeção para a inflação de 2021, de 3,40% para 3,30%.

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