Renda fixa

Tesouro Direto: taxas de títulos indexados à inflação sobem nesta quarta-feira

Investidores repercutem crise no PSL, conversas sobre Brexit e novos desdobramentos da guerra comercial entre China e EUA

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SÃO PAULO – As taxas oferecidas pelos títulos públicos indexados à inflação e negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, apresentam alta na tarde desta quarta-feira (16).

O movimento tem reflexos da véspera, quando o dólar se valorizou ante o real com novas apostas em cortes mais expressivos na Selic, levando a um diferencial menor de rendimento oferecido pela moeda brasileira.

No ambiente internacional, mercados repercutem dados fracos nos Estados Unidos, com queda de 0,3% nas vendas do varejo em setembro na comparação mensal, bem abaixo da expectativa mediana apontada pelo consenso Bloomberg, que era de expansão de 0,3%. No mês anterior, as vendas do varejo no país haviam aumentado em 0,4%.

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Foco ainda no desenvolvimento das conversas entre o Reino Unido e a União Europeia para chegar a um acordo sobre o Brexit, e nos novos desdobramentos da guerra comercial entre China e Estados Unidos, com chineses prometendo contra-atacar os EUA caso o Congresso americano aprove um projeto que favorece os manifestantes de Hong Kong.

No Tesouro Direto, o título indexado ao IPCA com vencimento em 2024 oferecia um prêmio anual de 2,40%, ante 2,35% a.a. na abertura do dia. O investidor podia adquirir o título integralmente por R$ 2.889,15 ou aplicar uma quantia mínima de R$ 57,78 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação).

Os títulos com prazos em 2035 e 2045, por sua vez, pagavam a inflação mais 3,32% ao ano, ante 3,30% a.a. mais cedo.

Os papéis com retorno prefixado, contudo, apresentaram queda em suas taxas. O Tesouro Prefixado 2025 pagava 6,26% ao ano, ante 6,30% a.a. pela manhã, enquanto o retorno do título com prazo em 2022 recuava de 5,08% para 5,03% ao ano.

Entre os indicadores nacionais, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) registrou queda de 0,06% em outubro, enquanto o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) acelerou para 0,77% na comparação com setembro, em meio à retomada da alta nos preços do atacado, segundo informou a Fundação Getúlio Vargas. A estimativa da mediana dos economistas consultados pela Bloomberg era de 0,75%.

Ainda na cena doméstica, investidores seguem animados pela aprovação unânime da cessão onerosa, o que deixa o caminho livre para a votação da reforma da Previdência na próxima semana. Por aqui, contudo, tensões no ambiente político entre o presidente Jair Bolsonaro e o PSL continuam.

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Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora, como a Rico Investimentos, por exemplo, para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho.

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