Renda fixa

Taxas de títulos do Tesouro Direto têm alta na tarde desta terça-feira

Investidores repercutiram falas do presidente do Federal Reserve, nos EUA, e retomada do diálogo entre o líder da Câmara e o ministro da Economia no Brasil

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SÃO PAULO – Os prêmios pagos pelos títulos públicos negociados via Tesouro Direto viraram para alta na tarde desta terça-feira (6), com os investidores de olho na cena externa.

O título prefixado com vencimento em 2023 pagava uma taxa de 4,92% ao ano nesta tarde, ante 4,83% a.a. na segunda-feira (5). O prêmio oferecido pelo mesmo papel com juros semestrais e prazo em 2031, por sua vez, subia de 7,58% para 7,63% ao ano.

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Entre os papéis indexados à inflação, o com vencimento em 2035 pagava uma taxa anual de 4,17%, frente 4,13% a.a. ontem. Já o juro pago pelo Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2040 avançava de 4,08%, para 4,10% ao ano.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos nesta terça-feira (6):

Fonte: Tesouro Direto

Quadro internacional

Entre os destaques do dia, os investidores repercutiram a afirmação de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (o banco central americano), de que a recuperação econômica dos Estados Unidos está longe de ser concluída e ainda pode cair em uma espiral descendente se o coronavírus não for controlado.

“Nesta fase inicial, eu argumentaria que os riscos da intervenção da política monetária ainda são assimétricos. Muito pouco apoio levaria a uma recuperação fraca, criando dificuldades desnecessárias para famílias e empresas”, declarou o chairman do Fed.

O discurso cauteloso, quase pessimista, de Powell atrapalhou o ânimo que tomava conta das mesas de negociação globalmente depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, receber alta do hospital, após ficar três dias internado para combater uma infecção pela Covid-19.

Ainda na maior economia do mundo, o mercado acompanhou as negociações do governo para um novo pacote de estímulos à economia.

A presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Nancy Pelosi, e o Secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, conversaram ontem durante quase uma hora, mas ainda não chegaram a um acordo. A expectativa é de que eles tenham uma nova conversa hoje sobre o assunto.

Cena doméstica

Também no radar dos investidores, o Fundo Monetário Internacional (FMI) melhorou suas perspectivas econômicas de 2020 para o Brasil, segundo a Reuters, mas alertou que os riscos permanecem “excepcionalmente altos e multifacetados” e que a dívida do governo está a caminho de encerrar o ano em torno de 100% do Produto Interno Bruto (PIB).

No âmbito político, depois de protagonizarem atritos nas últimas semanas, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o ministro da Economia, Paulo Guedes, decidiram fazer as pazes. Ontem, eles jantaram juntos e pediram desculpas mútuas. De acordo com o jornal Estado de S. Paulo, os dois defenderam a pacificação e a continuidade da agenda de reformas.

Maia disse que haverá união para dar andamento à agenda econômica no Congresso, enquanto Guedes voltou a defender a aprovação de um programa de renda básica para 2021 e uma medida de desoneração da folha salarial para gerar “empregos em massa”. Ele também reiterou compromissos com o envio de outra etapa da reforma tributária.

Destaque ainda para a declaração do senador Márcio Bittar (MDB-AC), relator do Orçamento de 2021 e da proposta do Pacto Federativo, de que qualquer solução para criar o Renda Cidadã vai respeitar o teto de gastos e ter a chancela do titular da equipe econômica. Segundo a Folha de S.Paulo, o diálogo está “entrando nos eixos”, e uma nova proposta deve ser apresentada até amanhã (7).

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