Renda fixa

Taxas de títulos do Tesouro Direto operam sem direção definida nesta quarta-feira

Investidores monitoram cenário político doméstico e dados econômicos na Europa

Hands holding Brazilian real notes - Money from Brazil - Notes of Real - Brazil BRL banknote
(Sidney de Almeida/Getty Images)
Aprenda a investir na bolsa

SÃO PAULO – As taxas pagas pelos títulos públicos negociados via Tesouro Direto operam sem direção definida na tarde desta quarta-feira (23). Os papéis prefixados apresentam alta, enquanto os indexados à inflação recuam.

O título prefixado com vencimento em 2023 pagava uma taxa anual de 4,56% por volta das 15h21, ante 4,50% a.a. na tarde de terça-feira (22). O juro pago pelo mesmo papel com prazo em 2026, por sua vez, subia de 7,05% para 7,12% ao ano.

Entre os papéis indexados à inflação, o prêmio pago pelo título com vencimento em 2035 tinha leve queda, de 4,04% para 4,01% ao ano, enquanto o juro pago pelo Tesouro IPCA+ com juros semestrais e prazo em 2055 recuava de 4,26% para 4,20% ao ano.

No câmbio, o dólar operava em forte alta de 1,8% ante o real, cotado a R$ 5,56 para venda, por volta das 15h30.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos nesta quarta-feira (23):

TD-23.09-tarde.jpg (891×570)

Fonte: Tesouro Direto

Cenário doméstico

No Brasil, o mercado acompanha hoje a informação de que o Ministério da Economia elevou para R$ 861 bilhões a expectativa de déficit primário em 2020. No relatório de julho, era projetado um déficit de R$ 787,45 bilhões para as contas públicas.

Também no radar, cresce a expectativa de criação de um imposto sobre transações digitais, depois que o presidente Jair Bolsonaro deu sinal verde à ideia. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o governo deve buscar agora o apoio do Centrão para apresentar a proposta ao Congresso.

A expectativa, segundo o jornal, é levantar R$ 120 bilhões por ano com o novo tributo, nos moldes da extinta CPMF.

Já se inscreveu?
Participe do maior evento de fundos imobiliários do país, de 22 a 24 de setembro – online e gratuito

Entre os indicadores domésticos, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou inflação de 0,45% em setembro na comparação mensal, acima da expectativa dos economistas consultados pela Bloomberg, de alta de 0,39%.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, seis registraram alta. A maior variação (1,48%) e o maior impacto (0,30 p.p.) no índice partiram do grupo Alimentação e bebidas, acelerando em relação ao resultado de agosto (0,34%).

Cena externa

No exterior, os mercados repercutem dados da atividade econômica europeia, que teve um crescimento mais lento em setembro, com o índice de gerente de compras (PMI) Markit em 50,1, abaixo dos 51,9 vistos em agosto. Mesmo assim, leituras acima de 50 indicam expansão da atividade.

Também na zona do euro, a Espanha revisou sua previsão de Produto Interno Bruto (PIB) para uma queda de 17,8% no segundo trimestre na comparação com o período anterior, menos severa que o número anterior, de queda de 18,5%.

Conheça as melhores análises e oportunidades em Fundos Imobiliários: participe do FII Summit, entre 22 e 24 de setembro – online e gratuito!