Superávit primário atinge 4,82% do PIB em 2002 e supera meta com FMI

Resultado do setor público não financeiro chega a R$ 3,1 bilhões em novembro; acumulado no ano supera meta junto ao FMI

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SÃO PAULO – O setor público não financeiro apresentou superávit primário de R$ 3,1 bilhões em novembro, segundo a Nota sobre Política Fiscal, divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira. O Governo Central registrou superávit de R$ 1,6 bilhão, enquanto os governos regionais contabilizaram resultado positivo de R$ 1,3 bilhão e as empresas estatais, R$ 339 milhões.
Superávit no ano chega a 4,82% do PIB

O superávit acumulado no ano alcançou R$ 57 bilhões, o que corresponde a 4,82% do PIB, superior aos R$ 46,6 bilhões, ou 4,35% do PIB contabilizados em igual período de 2001. Desta forma, o país cumpre com a meta de 3,75% do PIB estipulada junto ao FMI (Fundo Monetário Internacional).
Considerando o fluxo acumulado nos últimos 12 meses, o superávit primário atingiu R$ 54,1 bilhões em novembro, o equivalente a 4,16% do PIB, valor muito próximo dos R$ 53,3 bilhões, ou 4,13% do PIB, registrados nos doze meses terminados em outubro.

O montante dos juros nominais apropriados em novembro atingiu R$ 9,6 bilhões, sendo que, desse total, R$ 7,9 bilhões corresponderam à divida interna e R$ 1,7 bilhão à divida externa. Levando-se em conta os fluxos acumulados no ano e nos últimos doze meses, o montante de juros nominais apropriados chegou a R$ 96,6 bilhões, ou 8,09% do PIB, e R$ 104,9 bilhões (8,07% do PIB), respectivamente.

As necessidades de financiamento do setor público, registraram déficit de R$ 6,4 bilhões em novembro, abaixo dos contabilizados R$8,3 bilhões em outubro. O resultado acumulado no ano foi deficitário em 3,3% do PIB, enquanto o fluxo nos últimos 12 meses foi negativo em 3,9% do PIB.

Ainda nesta segunda-feira, a InfoMoney estará publicando relatório mais completo sobre os resultados fiscais do governo contidos na Nota sobre Política Fiscal