Solana (SOL): mercado enxerga mais altas para “fênix das criptos” que decolou 1.000%; entenda

Criptomoeda passou por crises de confiança e problemas técnicos, mas se recuperou

Lucas Gabriel Marins

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Forte, resiliente e “fênix das criptomoedas”. Esses são apenas alguns dos adjetivos usados por analistas de mercado para descrever a Solana (SOL), blockchain de desenvolvimento de aplicativos descentralizados que figura como uma das maiores concorrentes do Ethereum (ETH).

Depois de atrair a ira dos usuários em meio a interrupções na rede e quase “morrer” por causa da aproximação com Sam Bankman-Fried, criminoso acusado de perpetrar uma das maiores fraudes financeiras da história americana, o projeto cripto tirou a poeira e deu a volta por cima.

Só em 2023, segundo o agregador CoinMarketCap, a SOL disparou 1.150%, pulando de US$ 10 no primeiro dia do ano para US$ 125 no final de dezembro. Neste mês de janeiro, o ativo digital reduziu um pouco os ganhos, mas ainda continua perto dos US$ 100.

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“A Solana teve um desempenho notável impulsionado por avanços tecnológicos que ampliaram as funcionalidades da rede, reduzindo em 99% os custos de mineração de NFTs e alcançando 99,9% de uptime (taxa de funcionamento sem interrupções), mesmo em picos de demanda”, disse Diego Dias, head de América Latina da Solana Foundation.

Segundo Dias, o projeto cripto também foi beneficiado por parcerias com pesos-pesados do mercado, como Google, AWS, Visa e Shopify, e novos produtos, como o “Solana Saga”, que registrou vendas tímidas quando foi lançado, mas virou febre no final do ano por causa de um airdrop (distribuição gratuita de criptos) da memecoin Bonk, construída na rede Solana. Quem comprasse o smartphone ganhava tokens gratuitos.

A Bonk, segundo analistas, também é parte da “culpada” pela valorização da Solana. O ativo digital, que segue a tradição de outras moedas com tema de cachorro, como a Shiba Inu (SHIB) e a Dogecoin (DOGE), disparou quase 7.500% no ano passado em meio à especulação de traders.

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O que esperar para 2024

Beto Fernandes, analista de criptomoedas da exchange Foxbit, ainda vê espaço para a Solana se valorizar ao longo deste ano. Para ele, 2024 poderá significar um recomeço para o projeto, pois muitas preocupações e dúvidas em torno da tecnologia não fazem mais parte de sua narrativa.

“Pode-se dizer que os fantasmas das interrupções técnicas e da FTX foram embora. Agora sim o mercado pode se concentrar no que de fato a Solana pode oferecer. E aqui vemos um claro ambiente propício ao desenvolvimento de dApps (apps descentralizados) com taxas muito mais baratas e transações mais rápidas do que o Ethereum”, falou.

No final do ano passado, a gestora de ativos americana VanEck disse em relatório que a SOL poderia subir 7.000% até 2030, batendo nos US$ 3.200. O prognóstico otimista foi baseado na ideia de que o ecossistema pode acomodar aplicações com mais de 100 milhões de usuários.

Mas Fernandes faz um alerta: para ele a Solana não é a única blockchain com potencial. O especialista lembra que muitas soluções novas tendem a resolver as dificuldades de algumas blockchains mais tradicionais – e, por consequência, repercutir nos preços de seus tokens nativos. Um dos projetos rivais que costuma aparecer nas listas de criptos recomendas para 2024 é a Celestia (TIA).

Lucas Gabriel Marins

Jornalista colaborador do InfoMoney