Seu dinheiro: conheça os investimentos mais rentáveis dos últimos 10 anos

Títulos públicos tiveram o maior retorno no período, seguidos pela bolsa e pelo ouro, que ficaram em 2º e 3º lugares

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SÃO PAULO – Os investidores que escolheram o Tesouro Direto como estratégia de investimentos há dez anos foram os que receberam os maiores retornos, de acordo com estudo feito Instituto Assaf, que levantou as principais aplicações financeiras no período de janeiro de 2002 a julho de 2011.

Segundo o levantamento, realizado a pedido do portal InfoMoney, os títulos públicos – representados pela média das NTN (Notas do Tesouro Nacional), título público de renda fixa admitido como de mais baixo risco da economia – tiveram, no período, valorização de 368,51%, sem descontar a inflação.

O segundo lugar ficou com a bolsa de valores, medida pelo desempenho do Ibovespa, com ganhos nominais de 333,31% no período.

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Ranking
A caderneta de poupança, aplicação mais tradicional do Brasil, ficou entre as últimas colocadas do ranking, com ganhos de 114,62%, à frente apenas do dólar, que no período teve retorno negativo de 35,09%.

CDB, renda fixa, ouro e imóveis também fazem parte do levantamento.

Ganhos reais
A inflação do período deve fazer parte da análise de todos os investidores, em todas as modalidades de investimentos, independentemente de a aplicação estar atrelada ou não a um índice de preços. Isso porque, tecnicamente, é diferente você calcular um retorno nominal e um retorno real. Sem analisar a inflação, não dá para saber o ganho real e o investidor não pode se enganar.

De acordo com o estudo, a inflação acumulada no País pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), ficou em 83,42%.

Assim, considerando o rendimento real das aplicações – ganho líquido do período já descontada a inflação -, chega-se ao seguinte ranking:

10 anos de aplicação financeira: quem ganhou? 
Aplicação Rentabilidade real acumulada
Título Público 155,43%
Bolsa 136,24%
Ouro 94,09%
Renda Fixa 83,87%
CDB 71,10%
Imóveis 22,88%
Poupança 17,01%
Dólar -64,61%

* Todos os valores acima não consideram as possíveis taxas de administração cobradas em algumas modalidades de investimentos nem a incidência de imposto de renda