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SÃO PAULO – Preenchendo 25% da carteira de ações da gestora de recursos PrismaInvest, o setor de bancos segue sendo o principal do portfólio da gestora, que afirmou em carta: “em nossa visão, as instituições financeiras continuam apresentando uma das melhores relações retorno x risco do mercado acionário local”.
De acordo com a gestora, o setor irá enfrentar alguns trimestres desafiadores, após deparar-se no ano passado com a redução da taxa básica de juros ao menor patamar histórico, de 7,25% ao ano, que diminuiu a rentabilidade dos títulos públicos, e com a ofensiva do governo para diminuir os spreads bancários por meio da Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.
“Os próximos trimestres mostrarão quais, e como, as instituições bancárias irão tirar proveito deste cenário desafiador, no qual será necessário cada vez mais gerar caixa por meio das atividades de crédito e serviços a fim de compensar a redução (e importância) da rentabilidade das tesourarias”, afirmou.
Segunda a carta, as taxas atuais de retorno do patrimônio líquido dos bancos, entre 15% e 20%, devem permanecer, enquanto as taxas elevadíssimas do passado, algumas vezes superiores a 30%, não voltarão mais. “A nosso ver, houve uma mudança estrutural – e não somente uma mudança conjuntural -, aproximando a rentabilidade do setor bancário local à rentabilidade internacional (embora ainda haja espaço para uma redução ainda maior). Em contrapartida, acreditamos que o volume de crédito e as atividades de seguros e previdência seguirão aumentando suas participações e importâncias nos resultados das instituições nos próximos anos, assim como já ocorreu em 2012”, explicou.
Para a PrismaInvest, o momento é bom também devido ao novo ambiente criado, que abre bastante espaço para intensificar e gerar atividades, negócios e produtos lucrativos, elevar a base de clientes que utilizam os serviços bancários, e aumentar a quantidade de produtos e serviços que cada cliente utiliza.
“Acreditamos ainda que o governo possa, em algum momento, extinguir o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre as operações de empréstimos, sobretudo àquelas destinadas à produção e à geração de emprego, a fim de estimular o aumento de crédito. Não obstante, seguimos bastante atentos em relação aos níveis de inadimplência dos bancos, bem como aos investimentos necessários (TI, infraestrutura, recursos humanos, etc.) para os bancos operarem neste novo ambiente”, completou.