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SÃO PAULO – O Copom surpreendeu a maioria do mercado e anunciou a redução da Selic, a taxa básica da economia brasileira, em 0,25 ponto percentual para 18,75%. O mercado vinha aguardando com ansiedade a redução da Selic, que se encontrava em 19% desde julho de 2001. O viés continua neutro.
Apesar do consenso do mercado ainda ter sido no sentido de manutenção da Selic em 19%, o movimento dos contratos futuros de juros nos últimos dias indicou que uma parcela crescente do mercado acreditava que uma redução seria possível. O contrato futuro com vencimento em março, por exemplo, fechou esta quarta-feira indicando uma taxa de 18,83%, bastante abaixo dos 19,09% registrados no início deste mês.
A ata da reunião, detalhando os motivos por trás da decisão do Banco Central, será divulgada na próxima quinta-feira, dia 28.
Desaceleração da inflação possibilita queda nos juros
Apesar do núcleo da inflação continuar acima das metas do governo, o anúncio de diversos índices confirmando a desaceleração da inflação em fevereiro parece ter convencido a autoridade monetária de que a redução nos juros básicos não traria um efeito ruim sobre as metas inflacionárias.
Nesta quarta feira foram divulgados o IPC da Fipe referente à segunda quadrissemana de fevereiro, que registrou inflação de 0,30% e o IGP-M da Fundação Getúlio Vargas, que apontou uma variação de preços de 0,02% na segunda prévia de fevereiro.