Santander recomenda compra para bancos e vê alta de mais de 30%

Os analistas recomendam compra para três bancos no Brasil

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SÃO PAULO – A Santander Corretora divulgou relatório em que comenta as prévias dos resultados referentes ao segundo trimestre de 2015 dos bancos e recomenda compra para três instituições financeiras: Bradesco (BBDC4), Itaú Unibanco (ITUB4) e Banco do Brasil (BBAS3). De acordo com a equipe de análise, o trimestre foi sólido, mas a inadimplência pode começar a avançar. “O destaque do trimestre deve ser o aumento de margens e a deterioração incipiente na qualidade de ativos, de acordo com nossas estimativas”, relata a corretora.

Em relação ao Bradesco, os analistas afirmam que a companhia está em ritmo forte. “Esperamos que o Bradesco apresente resultados consideráveis no segundo trimestre de 2015, com crescimento do lucro líquido motivado por sólidos resultados de intermediação financeira, dos spreads e taxas, e também bons números em seguro”, escreve a instituição financeira.

A Santander Corretora projeta um lucro líquido de R$ 4,44 bilhões para o banco no trimestre, representado uma alta de 18% em relação ao mesmo período do ano passado. Além disso, os analistas ainda estimam um preço-alvo de R$ 36,50 por ação para o papel, o que totaliza um potencial de valorização de 30,59% em relação ao fechamento do dia 21 de julho de 2015.

O comentário sobre o Itaú Unibanco é que a lucratividade da empresa deve permanecer sólida, mesmo com uma discreta deterioração esperada na qualidade dos ativos. Essa deterioração é esperada pela equipe de análise por conta das condições econômicas piores que o esperado.

A projeção de lucro líquido para o Itaú fica em R$ 5,7 bilhões, o que representa uma alta de 17% em relação ao segundo trimestre de 2014. O preço-alvo calculado para as ações do banco é de R$ 36,80 – potencial de alta de 19,71%.

Por fim, em relação ao Banco do Brasil, os analistas assinalam que seus resultados referentes ao segundo trimestre desse ano sejam inexpressivos, com lucro líquido de R$ 2,94 bilhões, alta de 4% em relação ao mesmo período de 2014. “Da mesma forma que seus pares privados, os números devem ser sustentados por fortes resultados de intermediação financeira, motivados pelo aumento da reprecificação do crédito e a alta da taxa Selic”, explica a Santander Corretora.

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A expectativa da instituição financeira é que o crescimento do crédito da empresa continue a desacelerar em um ritmo ligeiramente acima dos pares privados. O preço-alvo para a ação é de R$ 30,00, upside de 36,36%.