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SÃO PAULO – A Santander Corretora divulgou relatório em que comenta a atualização do plano estratégico da Petrobras (PETR3) e recomenda manutenção para as ações da companhia. O plano é considerado pela equipe de análise como “ambicioso” e a meta de redução de alavancagem da companhia e vista como “desafiadora” pela instituição financeira.
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“Apesar de a atualização recém anunciada do plano estratégico da Petrobras ter diversas premissas que prevíamos – reduções nos investimentos e produção, nenhuma nova política de preços – ela também inclui algumas premissas inesperadas e ambiciosas, que devem influenciar a ação”, relata a instituição financeira.
Entre as premissas inesperadas, os analistas destacam a afirmação da empresa de que irá levantar US$ 43 bilhões em 2017 e 2018 decorrentes da reestruturação e desinvestimento de ativos e a projeção de crescimento de produção em mais de 6% de 2016 a 2020.
Além disso, existe também a premissa de paridade de importação para todos os produtos refinados, de acordo com os analistas. Contudo, mesmo que essas metas sejam atingidas, a estimativa da instituição financeira é que a empresa ainda precisará levantar nova dívida a partir de 2016, fazendo com que a redução da alavancagem irá demorar.
Adicionalmente, os analistas afirmam que ainda são necessários mais detalhes sobre a meta para reestruturação de dividendos. “Apesar da natureza crítica dessa premissa, não foram fornecidos detalhes adicionais nesse momento. Acreditamos que embora a empresa possa buscar essas metas agressivas (por meio da venda de área de upstream, por exemplo), a administração provavelmente iria preferir buscar primeiro, em vez disso, outros valores ocultos não relacionados à atividade de E&P”, escreve a Santander Corretora.