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Saldo dos investimentos caiu? Entenda como funciona o come-cotas

Cobrança semestral do imposto reduziu o valor das cotas na sexta (28) e afetou investimentos em fundos de renda fixa e multimercados

Paulo Barros

(Foto: Pixabay)
(Foto: Pixabay)

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Investidores que consultaram suas carteiras após a última sexta-feira (28) podem ter visto uma redução no valor das aplicações. A queda é consequência da segunda cobrança do ano do come-cotas, mecanismo que antecipa o Imposto de Renda sobre rendimentos de fundos de investimento.

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A cobrança é automática e ocorre duas vezes ao ano, sempre no último dia útil de maio e de novembro. O investidor não precisa fazer qualquer procedimento no dia da incidência. O imposto incide apenas sobre o rendimento acumulado no período, e não sobre o valor original investido. Caso o fundo tenha apresentado desempenho negativo, não há cobrança.

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A alíquota varia conforme o tipo de fundo. Produtos classificados como de longo prazo (LP) pagam 15%, enquanto os de curto prazo (CP) recolhem 20%. A antecipação vale para:

Algumas categorias não são afetadas pelo come-cotas. Fundos de ações pagam IR apenas no momento do resgate, com alíquota de 15%. Fundos de previdência também não sofrem cobrança semestral; a tributação ocorre somente na saída, seguindo a tabela progressiva ou regressiva escolhida pelo investidor. Já veículos estruturados em condomínio fechado, como fundos imobiliários (FIIs) e FIagros, negociados em bolsa, não entram na cobrança antecipada.

A incidência semestral costuma gerar oscilações pontuais no valor das aplicações, motivo pelo qual o investidor pode notar uma redução no patrimônio mesmo sem movimentações ou perdas de mercado no período.

Paulo Barros

Jornalista há quase 20 anos, editor de Investimentos no InfoMoney. Escreve principalmente sobre renda fixa e variável, alocação e o universo dos criptoativos