Saídas superam entradas no Tesouro Direto em fevereiro pelo terceiro mês seguido

Saldo ficou negativo em aproximadamente R$ 9 milhões, bem abaixo dos R$ 735 milhões de janeiro

Lucas Bombana

(Getty Images)
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SÃO PAULO – O Tesouro Direto, programa online de negociação de títulos públicos voltado ao investidor pessoa física, registrou vendas de R$ 1,813 bilhão no mês de fevereiro, enquanto os resgates totalizaram R$ 1,822 bilhão, o que resultou em um saldo líquido negativo de aproximadamente R$ 9 milhões.

Foi o terceiro mês seguido de saldo negativo do programa, embora bem abaixo dos R$ 735 milhões de janeiro, e de aproximadamente R$ 70 milhões em dezembro.

Diante de uma pressão inflacionária cada vez maior, que fez o Banco Central (BC) iniciar na semana passada a alta dos juros, os títulos mais demandados pelos investidores no mês passado foram aqueles indexados à inflação (Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais), cuja participação nas vendas atingiu 41,2% do total.

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O título indexado à Selic (Tesouro Selic) correspondeu a 33,5% do total e os prefixados, a 25,3%.

Preferência pelo curto prazo

O balanço divulgado aponta ainda que 43,2% das vendas em fevereiro corresponderam a títulos com vencimentos entre um e cinco anos, e 38,8%, àqueles com prazo entre cinco e dez anos. As vendas de títulos com vencimentos acima de dez anos responderam por 18% do total.

Além disso, foram realizadas no mês passado 331,8 mil operações de venda de títulos aos investidores. A utilização do programa por pequenos investidores pode ser observada pelo considerável número de vendas até R$ 5.000,00, o que correspondeu a 85,9% do total no mês. O valor médio por operação, neste mês, foi de R$ 5.465,83, informa o relatório.

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No que tange ao número de investidores ativos, isto é, aqueles atualmente com saldo em aplicações no programa, o total chegou a 1.470.448 em fevereiro, um crescimento de 21,2% nos últimos 12 meses. No mês, o acréscimo foi de 5,6 mil novos investidores ativos.

Com o resultado de fevereiro, o estoque do Tesouro Direto alcançou um montante de R$ 62,93 bilhões, o que significa um aumento de 7% sobre fevereiro de 2020.

Os títulos remunerados por índices de preços respondem pelo maior volume no estoque, de 51,9%. Na sequência, aparecem os títulos indexados à taxa Selic, com participação de 28,9%, e, por fim, os títulos prefixados, com 19,2%.

O balanço mostra ainda que a maior parte dos títulos no estoque (58,4%) é composta por títulos com vencimento entre um e cinco anos. Os títulos com prazo entre cinco e dez anos respondem por 12,7% do total e aqueles com vencimento acima de dez anos, por 23,9%.