Ifix fecha sessão no campo positivo; FII MFII11 é destaque de alta

O fundo Mérito Desenvolvimento (MFII11) liderou a lista das maiores altas do pregão, com elevação de 2,04%

Wellington Carvalho

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O Ifix – índice que reúne os fundos imobiliários mais negociados na B3 – fechou a sessão desta terça-feira (30) com alta de 0,16%, aos 2.957 pontos. O fundo Mérito Desenvolvimento (MFII11) liderou a lista das maiores altas do pregão, com elevação de 2,04%. Confira os demais destaques de hoje ao longo do Central de FIIs.

Focado no investimento em certificados de recebíveis imobiliários (CRI) e em cotas de outros FIIs, o VBI Reits FoF (RVBI11) enxerga diversos sinais de mudanças no mercado de fundos imobiliários, aponta relatório gerencial da carteira, divulgado nesta segunda-feira (30).

“Em nossa leitura, há diversos sinais de que podemos estar diante do início de um movimento de inversão do padrão que vem sendo observado desde o primeiro trimestre de 2021, quando os FIIs de CRI (certificados de recebíveis imobiliários) começaram a superar o desempenho dos fundos de ‘tijolo’”, detalha o documento.

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Para a gestão do fundo, o atual cenário macroeconômico – de deflação e possível fim do ciclo de alta de juros – sinaliza recuperação dos FIIs de “tijolo” – que investem diretamente nos imóveis –, os que mais sofreram com as restrições impostas pela pandemia da Covid-19 e o aperto monetário.

Diferentemente do que ocorreu nos últimos anos, o mês de agosto tem sido de forte alta para os FIIs de “tijolo, que sobem 9,6%, em média, contra leve queda de 0,4% dos FIIs de recebíveis – que investem em títulos de renda fixa e que, até então, estavam se beneficiando da inflação e dos juros altos.

Para conter a elevação dos preços, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a taxa básica de juros da economia, Selic, de 2% para 13,75% ao ano nos últimos 15 meses. Embora considere pontual a deflação de 0,68% registrada pelo IPCA em julho, os gestores do VBI Reits FoF acreditam que o aperto monetário está próximo do fim e começará a surtir efeito.

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“Assim, uma vez estabilizada a inflação em um patamar mais saudável, não deverá haver novos aumentos na taxa básica de juros, surgindo então espaço para que o mercado possa vislumbrar uma gradual redução das taxas no futuro”, pontua o relatório gerencial do VBI Reits FoF.

A redução dos juros, explica o texto, faz com que aplicações de renda fixa passem a oferecer retornos mais baixos, tornando mais atrativos os investimentos em renda variável – estimulando a valorização dos fundos imobiliários.

Além disso, pondera o time de gestão do VBI Reits FoF, os FII de recebíveis – cujo retorno acompanha a variação de índices de inflação e da Selic – também sentirão a mudança macroeconômica, mais um ponto para manter os FIIs de “tijolo” no radar, finaliza.

Maiores altas desta terça-feira (30):

Ticker Nome Setor Variação (%)
MFII11 Mérito Desenvolvimento Híbrido 2,04
GGRC11 GGR Covepi Renda Logística 1,61
TRXF11 TRX Real Estate Outros 1,5
BRCR11 BC FUND Híbrido 1,43
BPFF11 Brasil Plural Absoluto Títulos e Val. Mob. 1,42

Maiores baixas desta terça-feira (30):

Ticker Nome Setor Variação (%)
BCRI11 Banestes CRI Títulos e Val. Mob. -2,83
RBRL11 RBR Log Logística -2,57
PATL11 Pátria Logística Logística -2,13
VINO11 Vinci Offices Lajes Corporativas -1,5
BLMR11 Bluemacaw Renda+ FOF Títulos e Val. Mob. -1,45

Fonte: B3

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Giro Imobiliário: Brookfield se torna líder em prédios de escritórios no País; IGP-M tem deflação de 0,70% em agosto

IGP-M tem deflação de 0,70% em agosto; mercado esperava queda de 0,54%

O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) registrou uma deflação de 0,70% e, com isso, teve uma forte desaceleração no acumulado em 12 meses, de 10,08% em julho para 8,59% em agosto, divulgou nesta terça-feira (30) a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O número ficou bastante abaixo do resultado de julho (+0,21%) e do registrado em agosto de 2021 (+0,66%), quando o indicador acumulava uma alta de 31,12% em 12 meses. O resultado também foi melhor que o esperado pelo mercado, que projetava uma queda de 0,54% segundo o consenso Refinitiv.

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O IGP-M é conhecido como “inflação do aluguel”, por historicamente ser usado como indexador para reajustar contratos de locação. Com a deflação de agosto, o indicador agora acumula alta de 7,63% no ano.

“Os combustíveis fósseis – dada a redução do ICMS e dos preços na refinaria – seguem exercendo expressiva influência sobre os resultados do IPA e do IPC, ambos com taxa negativa em agosto”, afirma André Braz, Coordenador dos Índices de Preços da FGV, em comunicado.

“No índice ao produtor, as quedas nos preços da gasolina (de 4,47% para -8,23%) e do diesel (de 12,68% para -2,97%) ajudaram a ampliar o recuo da taxa do índice. Já no âmbito do consumidor, passagens aéreas (de -5,20% para -17,32%) e etanol (de -9,41% para -9,90%) também contribuíram para o arrefecimento da inflação”, diz Braz.

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Brookfield se torna líder em prédios de escritórios no País

Quando boa parte das pessoas ainda estava em trabalho remoto durante a pandemia, a canadense Brookfield colocou em prática o maior plano de aquisições de prédios de escritórios já visto no Brasil. A companhia desembolsou R$ 7,7 bilhões para a compra de 16 edifícios – 11 em São Paulo, 3 no Rio, 1 em Brasília e 1 em Barueri (SP) -, boa parte deles ainda desocupado. O movimento fez da empresa a maior do ramo no País.

Em maio, a Brookfield concluiu a compra de 12 edifícios da BR Properties, avaliados em R$ 5,92 bilhões. E em dezembro de 2021, fechou a aquisição de quatro prédios da Syn (ex-Cyrela Commercial Properties) por R$ 1,78 bilhão. Em dois anos, a empresa, que tem mais quatro projetos em obras, saiu de 279,3 mil m² de área locável para 711,8 mil m², expansão de 155%.

O líder dos negócios imobiliários da Brookfield no Brasil, Roberto Perroni, conversou com o Estadão/Broadcast. A empresa acredita que a ocupação dos edifícios vai aumentar, e os aluguéis vão subir daqui para frente. A complexidade está no trabalho de atrair inquilinos e cobrar mais pela locação. “O aluguel dos escritórios em São Paulo e no Rio não tem crescido nos últimos dez anos”, diz. “Em 2012, o metro quadrado na Marginal Pinheiros saía a R$ 120. Hoje, está em torno disso. Na Faria Lima, ficava em R$ 170 a R$ 180. Está igual.”

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A estagnação, segundo Perroni, passa pelos anos de recessão da economia brasileira, solavancos políticos com o impeachment de Dilma e problemas globais variados, desde a ressaca da crise do subprime nos EUA até o estouro da pandemia e da guerra na Ucrânia.

O resultado desse cenário é que a taxa de vacância hoje está em 20,9% em São Paulo, um dos patamares mais altos já registrados pelo setor. Até o início de 2020 (período anterior à pandemia), esse indicador era de 15,1%, segundo levantamento da consultoria Buildings.

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Wellington Carvalho

Repórter de fundos imobiliários do InfoMoney. Acompanha as principais informações que influenciam no desempenho dos FIIs e do índice Ifix.