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SÃO PAULO – A intervenção do Banco Central no banco BVA não passou desapercebida entre importantes investidores internacionais. “Se fosse o primeiro banco [a sofrer intervenção], não haveria um impacto tão grande. Mas como houve recentemente problemas com o Banco Panamericano e o Cruzeiro do Sul, a intervenção no BVA não passou desapercebida”, disse a Presidente da Pimco em Munique, Brigitte Posch durante evento da Anbima realizado em São Paulo.
De acordo com a executiva, o Banco Central brasileiro sempre foi conhecido pela sua rigidez em relação ao sistema financeiro nacional e acontecimentos como esse podem gerar preocupação. “Fica uma imagem negativa sobre como os investidores estão sendo compensados ao investir nesses bancos”.
Intervenção
No dia 19 de outubro o Banco Central decretou a intervenção do banco BVA devido ao comprometimento de sua situação econômico-financeira. Além disso, foram detectadas violações e descumprimentos de normas por parte do órgão.
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De acordo com um levantamento da Economática, 50 gestoras que possuíam depósitos a prazo do BVA, entre CDBs (Certificados de Depósito Bancários) e DPGEs (Depósitos a Prazo com Garantia Especial). Muitos deles podem ter prejuízos se o BC decretar a liquidação do BVA.
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