Resumo Diário

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Em um dia de forte volatilidade no mercado, em que a reunião do Fomc foi o ator principal, o Ibovespa registrou alta de 0,35%, aos 56.291 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,89 bilhões.

Apesar de mexer bastante com os mercados, levando tanto a bolsa nacional quanto às externas a fortes oscilações, a reunião do comitê não trouxe nenhuma novidade – mesmo com a avaliação por parte dos participantes de que a economia norte-americana está desacelerando mais do que o esperado. Isso frustrou a expectativa de parte do mercado de que seriam anunciados novos estímulos quantitativos, como forma de melhorar o desempenho econômico.

Vale ressaltar que o benchmark da bolsa chegou a cair logo após o anúncio da autoridade monetária, mas logo voltou ao campo positivo. Em meio à essa decepção, agora o mercado reporta suas expectativas em relação à reunião do BCE, que acontece antes do pregão de quinta-feira.

As expectativas do mercado é de que a autoridade monetária europeia realizará novas medidas de estímulo. Entretanto, o Danske e o Société Générale acreditam que os investidores podem se decepcionar com o resultado da reunião, já que o BCE não deve atender a todas as medidas que o seu presidente, Mario Draghi, vem defendendo nos últimos dias. 

Destaque de ações
Dentre as maiores altas do dia no benchmark da bolsa, as ações da Rossi estiveram na ponta compradora, com alta de 8,60%, aos R$ 5,05. Em seguida, estiveram os papéis da MMX e da Cyrela, com ganhos respectivos de 5,07% e 4,93%, aos R$ 6,01 e R$ 15,53.

Já os papéis ON e PN da Oi lideraram a ponta vendedora do Ibovespa, com queda de 7,63% e 7,37%, aos R$ 10,89 e R$ 9,43, apesar de ter reportado um balanço satisfatório no segundo trimestre. 

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Indústria global em queda, mas melhora no emprego dos EUA
Com relação aos indicadores de atividade econômica nos EUA, o número para o mercado de trabalho norte-americano surpreendeu, saindo melhor que as expectativas. O ADP Employment, que mede a criação de vagas no setor privado, mostrou recuo de 172 mil em junho para 163 mil no mês anterior, enquanto as projeções indicavam que o número cairia para 125 mil.

No entanto, a indústria continuou frustrando os investidores. O ISM Index, que mede o nível de atividade industrial no país, continuou em contração no último mês, enquanto as expectativas é que se passasse para um crescimento.

Além disso, o HSBC e a Markit Economics divulgaram uma série de PMIs, que mede o nível de atividade industrial nos países ao redor do mundo. Segundo compilação da XP Investimentos, 70% das economias pesquisadas iniciam o segundo semestre em contração da atividade.

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O destaque negativo ficou com a produção da Alemanha, que caiu para 43 em julho ante 45 no mês anterior, no nível mais baixo desde o pico da crise financeira global, em junho de 2009. Na Ásia, o PMI oficial do setor industrial da China caiu de 50,2 em junho, para 50,1 em julho, enquanto na Zona do Euro, o PMI da indústria completou em julho o 11º mês seguido de contração, ao cair para 44,0, de 45,1 verificados em junho. No Reino Unido, o PMI encolheu para 45,4 no mês passado, de 48,4 em junho. 

Em meio a esse cenário de crise ainda tomando conta do mercado, a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, prometeu que a organização multilateral ficará ao lado da Grécia. Além disso, Lagarde afirmou que a incerteza geral em torno do futuro da Zona do Euro está nublando o horizonte para a economia da Espanha. 

Mercado nacional
Já no front doméstico, os investidores avaliaram a desaceleração do IPC-S em julho e o avanço da produção industrial em junho. Já o MDIC reportou saldo da balança comercial de julho, com superávit de US$ 2,879 bilhões, valor 8,3% inferior em relação ao mesmo período do ano passado. O fluxo cambial, por sua vez, encerrou o período com saldo negativo de US$ 1,46 bilhão, de acordo com informações do Banco Central. 

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Dólar
O dólar comercial fechou em queda de 0,22%, terminando a R$ 2,0446 na venda. 
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em janeiro de 2014, registrou uma taxa de 7,75%, com queda de 0,09 ponto percentual em relação ao fechamento de terça-feira. 
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,58%, a 129,08% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve baixa de 2,25%, passando de 178 pontos na sessão anterior para 174 pontos. 
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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.