Publicidade
SÃO PAULO – Foi adiado para o próximo dia 12 de junho o encerramento do período de reserva da oferta inicial dos ETFs (Exchange Traded Funds, ou fundos de índices) ECOO11, patrocinados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento). Estes fundos vão seguir o desempenho do ICO2 (Índice de Carbono Eficiente) calculado pela BM&FBovespa. A informação foi divulgada pelo BNDES nesta quarta-feira (6).
Além do adiamento do período de reservas, foi estabelecido para o dia 13 de junho o encerramento do período de desistência dos pedidos de reserva ou cartas de intenção de investimentos realizados até 4 de junho. Com o novo cronograma, a fixação do preço de distribuição dos fundos também acontecerá no dia 13, data do encerramento do bookbuilding (procedimento de coleta de intenções de investimento). As cotas começarão a ser negociadas na bolsa no dia 15 de junho.
Pelo cronograma anterior, as reservas acabariam no dia 4 e o preço seria estabelecido no dia 5 de junho, data do encerramento do bookbuilding.
Capital protegido
O principal diferencial desta oferta inicial é que o BNDES se compromete a recomprar as cotas no prazo aproximado de um ano após a emissão pelo preço que o investidor pagou (sem acréscimo de correção monetária e juros e descontado de todos os tributos e encargos). Isso quer dizer que, se as ações em que o ETF se espelha caírem neste período, fazendo com que a cota do ETF também perca valor, o investidor tem a garantia de que não perderá nada o capital principal investido
O valor mínimo de reserva é de R$ 1 mil, e o máximo, de R$ 300 mil. Entretanto, quem quiser ter a opção de revender as cotas para o BNDES só pode reservar até R$ 25 mil, optando pelo fundo “com opção de venda”.
Até a publicação desta matéria, o BNDES não havia informado o motivo da alteração do cronograma.
Continua depois da publicidade
O ICO2
O ICO2, índice que será refletido pelo ECOO11, é composto pelas ações das companhias participantes do índice IBrX – 50 que adotam práticas transparentes com relação a suas emissões de GEE (Gases Efeito Estufa).
Para a ponderação das ações das empresas componentes, a BM&FBovespa leva em consideração o grau de eficiência de emissões de GEE, além do fere flat (total de ações em circulação) de cada uma delas.
Veja as ações com maior peso no índice:
Continua depois da publicidade
• ITUB4 (Ações preferenciais do Itaú Unibanco) – 12,19%
• AMBV4 (Ações preferenciais da Ambev) – 11%
• BBDC4 (Ações preferenciais do Bradesco) – 10,6%
Continua depois da publicidade
• VALE5 (Ações preferenciais Classe A da Vale) – 7,6%
• VALE3 (Ações ordinárias da Vale) – 5,22%
• BBAS3 (Ações ordinárias do Banco do Brasil) – 3,99%
Continua depois da publicidade
• BRFS3 (Ações ordinárias da Brasil Foods) – 3,72%
• CMIG4 (Ações preferenciais da Cemig) – 3,64%
• CIEL3 (Ações ordinárias da Cielo) – 3,59%
• CCRO3 (Ações ordinárias da CCR) – 3,28%