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Rentabilidade real da poupança foi negativa no 1º semestre; veja onde investir

No primeiro semestre de 2014 o rendimento real da poupança foi de -0,26%

SÃO PAULO – No primeiro semestre de 2014, pela segunda vez consecutiva, o investidor que colocou suas economias na poupança viu seus rendimentos serem corroídos pela inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), de acordo com estudos da Economatica.

Desde o Plano Real, o primeiro semestre de 2014 foi a segunda maior perda de poder aquisitivo dos investimentos na poupança, visto que eles desvalorizaram 0,26%, ficando atrás apenas do primeiro semestre de 2003, quando o retorno real negativo foi de 0,77%.

A inflação neste ano, de janeiro a junho, foi de 3,75%, enquanto o retorno nominal do poupador foi 3,47%. “O cálculo do ganho real não é a simples diferença do retorno da poupança e o IPCA no período e sim a divisão entre o retorno da poupança e o retorno do IPCA”, explicou Einar Rivero, especialista da instituição. Entre os anos de 1994 a 2012 o investidor da poupança sempre obteve ganho real acima da inflação medida pelo IPCA.

A Economatica calcula o rendimento real (deflacionado) da poupança nos primeiros semestres desde 1994 e ele só foi negativo mais três vezes, além das duas já citadas: 2008, 2011 e 2013.

Rendimento real da poupança

Onde investir para garantir um rendimento melhor?
Existem diversas opções no mercado de renda fixa, tão seguras quanto a poupança, que oferecem um rendimento bem  melhor. Segundo Paulo Nepomuceno, estrategista de renda fixa da Coinvalores, a melhor opção para investidores conservadores que querem ter uma rentabilidade real positiva (o que a poupança não está oferecendo) é o Tesouro Direto.

Para quem pensa no longo prazo, as NTN-Bs, que são títulos pós-fixados indexados ao IPCA, estão oferecendo, atualmente, uma taxa entre 5,80% e 6,10% (dependendo do vencimento) mais a variação da inflação no período, o que representa, mais de 12,5% ao ano, contra cerca de 6% da poupança. Outra opção no mesmo molde é NTN-B principal, que tem a mesma regra das NTN-Bs, mas não paga cupons semestrais.

*Confira a rentabilidade de cada título neste link

Para Nepomuceno, esses títulos protegidos da inflação são uma ótima opção para este momento, mas, para quem procura papéis com prazos mais curtos, títulos do Tesouro Direto prefixados são ainda mais interessantes.

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Existem dois tipos de títulos com esta característica: as NTN-Fs e as LTNs. Ambas oferecem a mesma segurança e tem datas de vencimento bem mais curtas: 2017, 2021, 2023 e 2025; e 2015, 2016, 2017 e 2018, respectivamente. A diferença entre elas é que as NTN-Fs pagam cupons semestrais e as LTNs não.

É importante lembrar que tanto a NTN-B quanto os títulos prefixados possuem volatilidade no mercado secundário. Portanto, o ideal é adeqar o prazo do título com o objetivo do investimento, caso contrário há riscos de perdas. 

Para quem pode precisar do dinheiro a qualquer momento, o ideal é optar pelas  LFTs, que são títulos pós-fixados lastreados à Selic, ou seja, pagam a variação da taxa de juros. Esse título oferece a maior segurança em relação ao risco de mercado, já que seu preço quase não oscila.