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Tesouro Direto cresceu 500% em 6 anos, mas ainda pode tirar muita gente da poupança

"O Tesouro Direto é o primeiro passo para o investidor deixar a poupança", diz Bruno Saads, sócio e responsável pela área de produtos de renda fixa da XP Investimentos

Porquinho: Fuja da Poupança
(Edson Lovatto)

SÃO PAULO – O investimento em títulos públicos por meio do programa Tesouro Direto mostrou forte crescimento nos últimos anos. Em janeiro de 2013, o estoque do Tesouro Direto era de R$ 9,31 bilhões – número que aumentou 489% para R$ 55 bilhões em janeiro de 2019.

O crescimento do saldo da caderneta de poupança foi de cerca de 50% no mesmo período. Ainda assim, a poupança concentra um saldo bem maior que o Tesouro Direto, de R$ 788 bilhões e continua sendo a aplicação mais popular do país.

“Acredito que a maioria das pessoas que têm dinheiro na poupança não conhece outras formas de investimento. Elas precisam de educação financeira para tomarem a decisão de investir melhor, e o Tesouro Direto é o primeiro passo”, afirma Bruno Saads, sócio e responsável pela área de produtos de renda fixa da XP Investimentos.

A comparação entre as duas aplicações mostra que a aplicação na caderneta faz pouco sentido: ela remunera mal o investidor, além de se menos segura e ter menos liquidez que o Tesouro Direto.

Para se ter ideia, um levantamento da XP mostra que um investimento no Tesouro Prefixado feito hoje levaria 20 anos para dobrar de valor, enquanto na poupança demoraria 45 anos para que isso acontecesse.

Em relação à liquidez, o investidor do Tesouro Selic (título pós-fixado) não é penalizado por fazer retiradas na hora que quiser, como acontece na poupança - a caderneta tem data de aniversário, ou seja, o rendimento só é creditado se ficar depositado por 30 dias.

Além disso, o Tesouro Direto é o investimento mais seguro que existe do ponto de vista do risco de crédito (calote do emissor), já que é garantido pelo Governo Federal. Também é um dos mais acessíveis: em corretoras como a XP, dá para investir a partir de R$ 30, com taxa zero - abra sua conta, é de graça!

Forte crescimento do Tesouro

Os números apresentados pelo Tesouro Direto são robustos e já mostram uma tendência de mudança, segundo especialistas. Além do crescimento do estoque, a quantidade de investidores cadastrados aumentou 910% nestes seis anos, passando de 334.285 para 3.374.646.

Entre alguns dos motivos para o crescimento está o surgimento de plataformas abertas de investimento, que provocaram uma mudança na maneira como as pessoas aplicam suas economias.  Se no começo da década quase todo mundo só investia por meio dos grandes bancos de varejo – que tinham pouco interesse em divulgar o Tesouro Direto -  agora a concorrência destas plataformas tem melhorado a vida do pequeno investidor.

Entre outras ações, as empresas independentes de investimentos iniciaram um movimento de zerar as taxas de custódia para operações do Tesouro Direto – o que provocou reação dos bancos, que também deixaram de cobrar o investidor.

"As corretoras viram que tinham uma boa oportunidade de captação e começaram a divulgar mais as vantagens do Tesouro, além de diminuírem os custos para investimento", afirma Rodrigo Marcatti, sócio-fundador da Veedha Investimentos.

Mudanças para popularizar o Tesouro Direto

No começo de 2015, o Tesouro Nacional fez mudanças importantes com o objetivo de popularizar o programa.

A principal delas foi o nome dos títulos, que antes eram definidos por letras como NTN-B, LFT e LTN e passaram a se chamar Tesouro IPCA+, Tesouro Selic e Tesouro Prefixado, nesta ordem. “Não há dúvida que os nomes ficaram mais intuitivos”, afirma Saads.

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