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Fundos, ações ou renda fixa: onde os milionários estão investindo

Os investimentos variam de acordo com o perfil de risco de cada investidor

Milionário jogando dinheiro
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Para construir e manter o patrimônio, milionários precisam estar bem assessorados e atentos aos investimentos mais rentáveis disponíveis no mercado. Afinal, nada melhor do que o seu dinheiro trabalhando por você.

Eduardo Akira, assessor de investimentos da Vero Investimentos -  focada em clientes de alta renda -, explica que os investidores com mais de R$ 1 milhão costumam ter assessoria especializada e, por isso, possuem carteiras mais diversificadas e menos ‘óbvias’.

Entre os investimentos favoritos dos milionários estão fundos multimercados e fundos de ações. Alguns clientes possuem fundos internacionais. “Muitos também investem em imóveis por conta da diversificação”, conta.

Na renda fixa, esses investidores apostam em papéis de crédito privado, como debêntures, CRIs e CRAs (Certificados de Recebíveis Imobiliários e do Agronegócio) - ambos isentos de Imposto de Renda -, além de fundos de renda fixa de crédito privado.

Investidores com patrimônio acima de R$ 10 milhões, por sua vez, já possuem investimentos mais sofisticados e de maior risco, como venture capital e demais fundos de private equity.

Cada um no seu quadrado

Akira explica que antes de montar uma carteira de investimentos é importante entender a necessidade de liquidez de cada cliente, bem como a tolerância a risco e os objetivos (de curto, médio e longo prazos).

Ele conta que o investidor conservador investe basicamente em papéis prefixados e indexados à inflação, bem como em fundos de renda fixa, títulos do Tesouro Direto e em emissões bancárias ou de crédito privado.

Os investidores moderados, por sua vez, investem nos mesmos ativos que o conservador, mas incluem os fundos multimercados. Além disso, costumam deter uma porcentagem em renda variável ou em fundos de ações.

Já os mais arrojados possuem uma quantidade menor de renda fixa na carteira, mas mesmo assim possuem uma parcela para garantir liquidez. Esses investidores aplicam também em fundos de investimentos, fundos multimercados, de ações e cambiais -  estes para fazer hedge (‘proteção’). “Eles costumam investir cerca de 22,5% do portfólio em ações”, conta.

Akira destaca que é muito importante que haja um alinhamento do perfil do investidor com a carteira - o que muitas vezes não acontece. “O cliente às vezes acha que é agressivo, mas não é. Aí fica aplicando e resgatando os investimentos e acaba perdendo dinheiro”, diz.

O assessor de investimentos explica que 90% do resultado de uma carteira deve-se à posição estrutural (que olha o longo prazo) e apenas 10% é resultado de uma posição tática, ou seja, de entrar e sair de investimentos em determinados momentos. “Por isso que o alinhamento do perfil com a carteira é tão importante”, conclui.

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