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Captação de renda fixa é a maior dos últimos sete anos

Até novembro, foram arrecadados R$ 189,7 bilhões, sendo que 67% do volume vem das debêntures

gráfico subindo
(Shutterstock)

SÃO PAULO - As operações com títulos de renda fixa privados movimentaram R$ 189,7 bilhões até novembro, segundo relatório da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

Este é o maior volume dos últimos sete anos e o resultado teve grande influência das debêntures. Captando R$ 126,7 bilhões, elas representaram 67% das ofertas de renda fixa em 2018, recorde histórico para a série.

“Este impulso da renda fixa pode ser explicado, em parte, pela demanda dos fundos de investimento por papéis que possam agregar maiores retornos”, explica José Eduardo Laloni, vice-presidente da Anbima. “Com os juros em patamares baixos, é natural a busca dos gestores pela diversificação de suas carteiras.”

Entre os tipos de debêntures emitidos, os papéis de infraestrutura também bateram recorde. De janeiro a novembro foram 57 operações, que somaram R$ 22 bilhões, valor um pouco abaixo das notas promissórias, que movimentaram R$ 25,2 bilhões no mesmo período.

Outros produtos de renda fixa, como Fundos de Investimento em Direito Creditório, Certificados de Recebíveis Imobiliários e Certificados de Recebíveis Agrícolas, movimentaram R$ 10,3 bilhões, R$ 5,9 bilhões e R$ 4,5 bilhões, respectivamente.

Fundos Imobiliários

O investimento de pessoas físicas em fundos imobiliários também aumentou de 2017 para 2018. Do total emitido, ano passado 54,4% era posse dos investidores, neste ano, o número subiu para 60,2%.

Além disso, o volume captado por estes fundos em 2017 foi de R$ 9,4 bilhões. Em 2018, até novembro já foi registrado R$ 11,2 bilhões.

Renda variável e mercado externo

O mercado de ações foi fortemente impactado pelas incertezas do cenário externo. De janeiro a novembro, foram captados apenas R$ 6,9 bilhões, contra os R$ 32,9 do mesmo período no ano passado.

A média de captações externas dos últimos sete anos era de US$ 29,5 bilhões, em 2018, até o momento, foi totalizado US$ 15,4 bilhões, pouco mais de 52%. Este é o menor volume desde 2015, quando o valor foi de US$ 8,1 bilhões.

Ao todo, os instrumentos do mercado de capitais emitiram R$ 247,9 bilhões até novembro de 2018. Ou seja, 8,6% a menos que em 2017, quando foram captados R$ 271,2 no mesmo período.

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