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Poupança é como um carro velho andando na cidade: totalmente obsoleta

A poupança foi criada há 157 anos e já não cumpre mais seu papel de preservar o capital dos investidores

Carro antigo
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Você compraria um carro de mais de 100 anos para rodar no dia a dia? É óbvio que a resposta é não. Simplesmente porque não faz o menor sentido: a tecnologia 100 anos atrás era totalmente obsoleta em relação a hoje.

O primeiro modelo, por exemplo, tinha 3 rodas e chegava a “incríveis” 13 km/h – a velocidade da sua corridinha de domingo no parque.

Assim como os carros evoluíram e hoje atingem facilmente 200 km/h, todos os outros produtos e serviços – inclusive os financeiros – foram aprimorados e tiveram mudanças significativas, sempre para melhor.

Mas há exceções. A caderneta de poupança, por exemplo, foi criada em 1861 como um instrumento financeiro moderno e acessível para todas as classes sociais.

O grande problema é que ela pouco evoluiu nestes 157 anos. E assim como um carro velho, continua andando devagar frente a opções de investimentos mais modernas e rentáveis.

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Se em 1861 a poupança era o que tinha de mais atual para o pequeno investidor, está mais do que comprovado que hoje há inúmeras outras alternativas de investimentos muito melhores.

“Ela foi criada em uma época em que as pessoas não tinham onde investir. Era uma realidade totalmente diferente: não existia título público disponível para o pequeno investidor, nem fundos de investimento ou outros títulos de renda fixa”, diz o educador financeiro André Massaro.

Por mais incrível que possa parecer, a remuneração fixa é praticamente a mesma desde a sua criação – 6% ao ano*. Em 1991, ela passou a ser corrigida também pela TR (taxa referencial), para atualizar as perdas da inflação.

O problema é que TR é uma péssima referência para a inflação atualmente e não há praticamente nenhuma relação entre os índices de preços e esta taxa de referência.

Isso fez com que a rentabilidade da aplicação ficasse muito defasada em relação à taxa básica de juros. Desde 1991, por exemplo, a Selic rendeu 7,5 vezes mais do que a de poupança. Quer dizer que quem aplicou em algum título de renda fixa que paga 100% do CDI – como um CDB, por exemplo – ganhou 7 vezes mais do que quem investiu na poupança.

* Em maio de 2012 a regra da poupança passou a ser: sempre que a Selic estiver igual ou menor do que 8,5% ao ano, a poupança rende 70% da Selic mais a TR 

O que aconteceria se ela deixasse de existir?

A poupança concentra hoje R$ 800 bilhões em economias de seus investidores. O rendimento anual deste saldo gira em torno de R$ 35 bilhões atualmente.

Se a poupança deixasse de existir e todo esse dinheiro fosse aplicado em um CDB que paga 100% do CDI, por exemplo, a rentabilidade anual saltaria para R$ 40 bilhões. Seriam, portanto, R$ 5 bilhões entrando no bolso dos brasileiros e deixando de rechear os cofres dos grandes bancos.

Há quem defenda a existência da poupança por conta da utilização do seu saldo para realização de financiamentos mais baratos para habitação.

O problema é que esta lógica faz pouco sentido. Partindo do pressuposto de que a caderneta é uma aplicação popular, voltada para pessoas que não têm muito dinheiro, é como se a renda apenas saísse do bolso de alguém com pouco capital para ajudar outra pessoa com recursos limitados por meio de um financiamento mais em conta.

O problema da habitação, então, poderia ser resolvido de outra maneira – mas isso deve ser discutido em ouras esferas. Aqui estamos falando especificamente do seu dinheiro que está sendo mal investido – e como você pode mudar isso.

Os substitutos da poupança

O Brasil tem ótimos produtos de renda fixa que podem substituir muito bem a caderneta de poupança. Um dos principais candidatos é o Tesouro Selic, título público com rendimento igual à taxa básica de juros.

“Em qualquer situação a rentabilidade do Tesouro Selic bate a poupança – seja com a Selic alta ou baixa. E este título ainda tem um nível de segurança maior, já que estamos falando do aval do governo”, diz Massaro.

Outra aplicação bem mais rentável e que pode oferecer liquidez diária é o CDB – desde que pague ao menos 100% do CDI. Neste caso, segurança é a mesma da caderneta, já que as duas aplicações são garantidas pelo FGC para aplicações de até R$ 250 mil (por CPF e instituição financeira).

Então, se você acha que faz pouco sentido andar por aí em um Ford 1912, também deveria repensar seu investimento na poupança. Seu bolso será eternamente grato. 

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