Renda fixa: investimento campeão de 2025 teve o melhor desempenho em 9 anos

Carteira de títulos prefixados com prazo acima de um ano superou todos os indicadores da Anbima no ano

Paulo Barros

(Foto: Unsplash)
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Os títulos públicos prefixados de longo prazo foram o investimento de maior rentabilidade da renda fixa em 2025, segundo a Anbima. O IRF-M 1+, índice que acompanha papéis com vencimento superior a um ano, avançou 20,07% no período, o melhor desempenho entre os indicadores da entidade e o primeiro ano em que um índice prefixado lidera o mercado desde 2017.

De acordo com Marcelo Cidade, economista da Anbima, o movimento ganhou força a partir do segundo semestre, quando o mercado passou a precificar o início de um ciclo de queda dos juros. “A tendência é que o prêmio desses ativos permaneça atrativo para investidores em 2026, mesmo após o início do ciclo de queda”, afirmou Cidade, em declaração divulgada pela Anbima.

Em 2025, a taxa Selic encerrou o ano em 15% ao ano. Situação semelhante ocorreu em 2017, última vez em que o IRF-M 1+ liderou os indicadores, quando a Selic caiu de 13% em janeiro para 7% em dezembro.

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Os prefixados com prazo de até um ano também tiveram desempenho elevado. O IRF-M 1, que acompanha esses papéis, acumulou alta de 14,76% no ano.

Entre os títulos públicos, o IMA, índice que reflete a dívida pública federal, subiu 14,83% em 2025. As LFTs, representadas pelo IMA-S, avançaram 14,55%. Nos papéis atrelados à inflação, os títulos com vencimento acima de cinco anos, do IMA-B 5+, renderam 14,20%, enquanto os de prazo mais curto, medidos pelo IMA-B 5, cresceram 11,65%.

Na renda fixa privada, o destaque ficou com as debêntures comuns, ou seja, sem incentivo fiscal, que compõem o índice IDA-IPCA Ex-infraestrutura, com alta de 16,49% em 2025. As debêntures incentivadas, que têm isenção de Imposto de Renda, presentes no IDA-IPCA Infraestrutura, avançaram 16,03%, e os títulos indexados ao DI, acompanhados pelo IDA-DI, subiram 16,05%.

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No consolidado, o IDA, índice que reúne os papéis de dívida privada monitorados pela Anbima, encerrou o ano com valorização de 15,66%.

Paulo Barros

Jornalista, editor de Hard News no InfoMoney. Escreve principalmente sobre economia e investimentos, além de internacional (correspondente baseado em Lisboa)