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SÃO PAULO – O Plano Real, colocado em prática durante o governo Itamar Franco, pelo ex-presidente, Fernando Henrique Cardoso (que até então era ministro da Fazenda), e sua equipe de economistas, que controlou a hiperinflação do país, completa 20 anos nesta segunda-feira (30).
Com isso, a Economatica calculou o retorno das principais aplicações ajustadas pela inflação medida pelo IPCA até 31 de maio de 2014. Segundo os cálculos, a renda fixa deu um verdadeiro “banho” em nosso mercado de renda variável, ao render quase o triplo.
O CDI (Certificados de Depósitos Interbancários), entre 30 de junho de 1994 e 26 de junho de 2014, valorizou 631,7%, enquanto o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, rendeu 221,11%.
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Já a poupança deu de retorno 103,2% e o ouro 69,03%. A única aplicação que deu um retorno real negativo nos últimos 20 anos, ou seja, já ajustado pela inflação, foi o Dólar Ptax Venda, que desvalorizou 51,97%.
Clodoir Vieira, economista e consultor da Compliance Comunicação, explicou que o início do Plano Real tinha a necessidade do governo manter a taxa Selic muito alta. “Teve um mês que teve um pico que ela ficou 30 dias a 45% ao mês. Essa necessidade de fazer isso nos primeiros anos após o Plano Real, tornou a renda fixa imbatível”, disse.
No entanto, o especialista afirmou que isso não se repete hoje, apesar de a taxa continua alta. “Nos próximos 20 anos isso não irá acontecer novamente e a bolsa de valores deve ganhar de lavada do CDI. Apesar de todos os problemas com o atual governo, hoje temos uma economia estabilizada e um risco país muito menor que naquela época, mas foi exatamente o Plano Real que nos deixou nessa situação confortável”, concluiu.