Relacionamento é prioridade para clientes de private banking

A constatação parte de uma pesquisa efetuada pela consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC), com apoio da Anbima

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SÃO PAULO – Os clientes dos serviços de private banking estão cada vez mais exigentes e buscando um nível de relacionamento mais aprofundado com as instituições que gerem o seu dinheiro, além do lucro sobre os seus investimentos.

A constatação parte de uma pesquisa efetuada pela consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC), com apoio da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais).

Segundo o sócio da PwC e líder de wealth management e private banking para as Américas, C. Steven Crosb, o investidor de hoje é totalmente diferente daquele de alguns anos atrás. “A crise financeira fez com que o investidor se tornasse muito mais exigente e desconfiado”, afirma.

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O executivo ressalta que o desempenho dos gestores é importante para os clientes, mas o que eles mais buscam é informação de qualidade e imediata e um bom relacionamento com o gestor. “Os clientes querem saber imediatamente de tudo e buscam outra instituição se a sua não prestar informação e consultoria adequada”, afirma.

Desempenho dos gestores
A pesquisa mostrou que 50% dos gestores brasileiros consideram que a contratação do gerente de relacionamento (CRM) experiente aumenta entre 10% e 20% os recursos sob a administração da instituição.

“As empresas vão precisar cada vez mais dos CRMs”, avalia Crosb. “Os clientes querem acesso a esses gerentes, eles precisam que a comunicação seja eficaz com a instituição que gere os seus recursos”, completa.

Ainda segundo o levantamento, existe uma grande preocupação das instituições com a saída dos gerentes de relacionamento: 81% dos entrevistados brasileiros afirmaram que, quando a empresa perde um CRM experiente, até 10% dos ativos sob gestão também são perdidos pela instituição.

O levantamento teve uma participação expressiva de empresas brasileiras. “O Brasil foi o segundo país das Américas com maior participação e o 4º no mundo. Então, a representatividade da pesquisa sobre o nosso mercado é bastante grande”, afirmou o sócio da PwC no Brasil, João Santos.

Pesquisa
A pesquisa “Antecipando uma Nova Era na Gestão de Fortunas”, da PwC, foi efetuada com 275 intituições de 67 países. No Brasil, a pesquisa foi feita foi feita em parceria com a Anbima.

Diego Lazzaris Borges

Coordenador de conteúdo educacional do InfoMoney, ganhou 3 vezes o prêmio de jornalismo da Abecip