Regulamentação da indústria de fundos é um dos desafios da CVM

O primeiro desafio será a implementação da Instrução Nº 522, que foca na melhora da qualidade das informações e a criação de condições para comparabilidade

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SÃO PAULO – A regulamentação da indústria de fundos é uma dos desafios da CVM para este ano, de acordo com o presidente interino da entidade, Otávio Yazbec.

Segundo ele, que participou na última quinta-feira (9) de evento na Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capital), a CVM realizou, há poucos meses, um evento onde foram discutidas diversas perspectivas para a regulação da indústria de fundos.

“Modelos de negócios, possibilidades de diferenciação entre cotas, remuneração, estratégias de distribuição, obrigações e responsabilidades dos diferentes tipos de prestadores de serviços. Todos estes são temas que permanentemente voltam à mesa e que teremos que enfrentar nos próximos anos”, afirmou Yazbec.

O primeiro desafio será a implementação da Instrução Nº 522, que foca na melhora da qualidade das informações e a criação de condições para comparabilidade dos fundos. 

Longo prazo
Para o longo prazo, a autarquia espera analisar outras questões, como as estruturas de distribuição. “Hoje a distribuição de alguns é feita por meio de agentes autônomos, outros por intermédio de uma rede de distribuição bancária, varia muito. Temos que analisar modelos alternativos de distribuição, em que medida isso dá proteção para os investidores ou cria alguma dificuldade”, afirmou a jornalistas.

Outro tema importante, segundo ele, é o papel dos prestadores de serviços na estrutura dos fundos. “Na indústria, tem administrador, gestor, custodiante, e uns respondem às vezes por atos de outros. A gente precisa sempre pensar se este sistema está funcionando de maneira eficiente”, disse Yazbec.

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Por fim, ele também se referiu a possíveis mudanças no futuro para permitir um ganho de eficiência com diferenciação dos tipos de cotas dos fundos. “Hoje nosso mercado está com uma estrutura de master, você precisa ter vários fundos investindo em um único para dar direitos diferentes para diferentes cotistas. Talvez permitir diferentes tipos de cotas em um mesmo fundo seja uma alternativa importante para ajudar o mercado a se desenvolver”, concluiu.


Coordenador de conteúdo educacional do InfoMoney, ganhou 3 vezes o prêmio de jornalismo da Abecip