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Recuperação da Bolsa deve levar mais de um ano, dizem gestores

Levantamento feito pela XP Investimentos com 30 gestores de ações mostra apostas em recuperação lenta do mercado e risco de novas quedas

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SÃO PAULO – As marcas da onda de pânico provocada nos mercados, nos últimos dias, com o avanço do novo coronavírus, devem levar um bom tempo para serem apagadas dos preços dos ativos. Apenas nesta semana, o Ibovespa acumulou quatro circuit breakers e uma queda de mais de 25% em quatro pregões.

Um levantamento feito pela XP Investimentos com 30 gestores de ações mostra que a maioria acredita que levará ao menos um ano (56%) para a bolsa voltar aos níveis pré-carnaval, na faixa de 115.000 pontos.

Na sequência, aparecem aqueles que esperam que a recuperação ocorra entre seis e 12 meses (37%). Apenas 7% projetam a retomada em até um semestre.

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Para 13% dos gestores de ações long only (que apenas permite posição comprada nos ativos) e long biased (que permite maior flexibilidade nas posições) consultados, haverá uma acomodação na turbulência dos mercados em até um mês.

Já 60% acreditam em um prazo mais longo para o fim da volatilidade excessiva, de até três meses. Os 27% restantes entendem que pode ser que isso demore até um semestre para acontecer.

No levantamento, os gestores de ações também foram questionados sobre o patamar mínimo esperado para o Ibovespa nesta crise. Para 47% dos consultados, o índice deverá tocar alguma região entre 65.000 e 70.000 pontos, o que corresponde a uma queda de mais de 6% em relação aos atuais patamares.

Outros 37% acreditam em um tombo ainda maior, com o benchmark chegando a bater entre 60.000 e 65.000 pontos, o equivalente a um recuo de mais 13%. Para 13% dos respondentes, o Ibovespa pode ficar entre 55.000 e 60.000 pontos, uma queda adicional de quase 20%.

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De acordo com a sondagem, 77% dos gestores de ações acreditam que a crise do coronavírus terá um impacto geral entre 10% e 30% sobre os resultados das empresas. Outros 20% veem um efeito menor, de uma potencial queda de até 10% nos balanços. Apenas 3% esperam uma piora de 30% a 50% na realidade das companhias.

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