RCRB11 sobe mais de 7% após fechar novos contratos de locação; Ifix fecha estável

Fundos de papel que possuem CRIs de empresa do Gramado Parks têm novo pregão de queda

Ana Paula Ribeiro

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O Ifix – índice dos fundos imobiliários mais negociados na Bolsa – terminou a sessão desta segunda-feira (24) estável, aos 2816 pontos (+0,08%), com destaque para o desempenho das cotas do Rio Bravo Renda Corporativa RCRB11 , que subiram 7,65% no pregão graças a dois novos contratos de aluguel.

Em comunicado, a Rio Bravo (administradora) detalhou que foram fechados contratos de locação pelo prazo de cinco anos de imóveis que ficam nos edifícios Internacional Rio e Bravo! Paulista. Com isso, a vacância do fundo passa de 19,5% para 17,7%.

O imóvel do Rio foi locado pela Puertas Arquieteura e fica no primeiro andar do Edifício Internacional Rio Imóvel, com 202,3 metros quadrados. Já a F3 Getão fez a lcoação da unidade 121 do Edifício Bravo!, que tem 215,3 metrô quadrados.

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“Com as novas locações, o impacto positivo mensal no resultado do fundo é de, aproximadamente, R$ 0,005/cota a partir do segundo semestre de 2023 e de adicionais R$ 0,004/cota a partir do primeiro semestre de 2024”, segundo o comunicado.

Se esse foi o destaque positivo, o negativo ficou, mais uma vez, com os fundos de papel, em especial aqueles que possuem em sua carteira os CRIs (certificados de recebíveis imobiliários) das empresas que fazem parte do Grupo Gramado Parks – três das quatro empresas do grupo estão em recuperação judicial e com uma dívida de R$ 1,36 bilhão.

O Hectare HCTR11 registrou recuo de 3,42% e o Devant DEVA11 registrou desvalorização de 2,37%.

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Ao aceitar o pedido de RJ de três de quatro empresas do Grupo Gramado Parks, o o juiz Silvio Viezzer, da Vara Regional Empresarial da Comarca de Caxias do Sul, determinou também que securitizadora Fortesec, responsável pela emissão dos CRIs, faça a devolução dos recebíveis das empresas.

Sobre a decisão judicial, a Fortesec afirmou, em nota, que a classifica como “bastante frágil juridicamente”, pois contrariaria a jurisprudência consolidada e violaria garantias legalmente constituídas, que representam a segurança jurídica do mercado de capitais.

“Os CRIs estão estruturados com base em recursos que foram antecipados às empresas, que, por sua vez, já os utilizaram em suas operações. Agora eles precisam ser devolvidos aos investidores”, argumenta. “Se a decisão for mantida, ao contrário de salvar as empresas em recuperação, os efeitos dela causarão insegurança jurídica em todo o mercado e impedirão que novas operações sejam realizadas (inclusive pelas recuperandas), pois os investidores não confiarão nas garantias oferecidas”, informou, em nota, a Fortesec  na última quinta-feira (20).

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Maiores altas desta segunda-feira (24):

Ticker Nome Setor Variação (%)
RCRB11 Rio Bravo Renda Corporativa Lajes corporativas 7,65
LVBI11 VBI Logístico Logística 2,57
TGAR11 TG Ativo Real Desenvolvimento 2,14
CPFF11 Capitânia Reit Híbrido 2,13
HGRE11 CSHG Real Estate Lajes corporativas 1,89

Maiores baixas desta segunda-feira (24):

Ticker Nome Setor Variação (%)
HCTR11 Hectare Títulos e Val. Mob. -3,42
DEVA11 Devant Títulos e Val. Mob. -2,37
VTLT11 Votorantim Logística Logística -1,98
HGLG11 CSHG Logística Logística -1,39
BCIA11 Bradesco Carteira Imobiliária Títulos e Val. Mob. -1,38

Fonte: B3

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RBRS11 dá início a venda de imóveis; [ativo=JGPT11] terá recebimento antecipado de CRAs

Confira as últimas informações divulgadas por fundos imobiliários em fatos relevantes:

RBRS11 dá início a venda de imóveis do fundo

A administradora Rio Bravo também comunicou que o Rio Bravo Renda Residencial RBRS11 fechou um contrato da venda de duas unidades no empreendimento Cyrela For You Paraíso no valor aproximado de R$ 1 milhão. Segundo a Rio Bravo, administradora do FII, essa negociação marca o início das vendas de unidades do fundo.

A venda foi realizada com lucro médio de 15%. O preço do metro quadrado de venda e o retorno das operações será comunicado e detalhado aos cotistas após conclusão do trabalho de comercialização, segundo fato relevante.

Esse empreendimento ainda está em construção, com previsão de conclusão para o segundo semestre de 2023. Por essa razão, o efetivo valor da venda só será reconhecido após a entrega efetiva das unidades.

“Isto ocorre porque até a entrega do empreendimento, há a cessão dos direitos reais do ativo. Quando da emissão do habite-se, o fundo passa a ser detentor dos direitos reais da unidade, momento em que é reconhecido o resultado das vendas.”.

O resultado da operação será auferido no segundo semestre, momento em que será distribuído aos cotistas. Ou seja, não há um impacto imediato nos rendimentos do fundo.

O Cyrela For You, localizado no bairro do Paraíso, em São Paulo (SP), tem 261 unidades, sendo que 259 unidades foram adquiridas pelo RBRS11.

O fundo informou que a estratégia de alienação tem como objetivo principal equalizar as obrigações de caixa do Fundo e que as vendas devem ser frequentes nos próximos meses. “A gestão busca realizar vendas a preços atrativos, com bons retornos para o fundo e com um horizonte de tempo confortável para que as vendas sejam realizadas nas melhores condições possíveis.”

[ativo=JGPT11] irá receber amortização de CRA de forma antecipada

Um calote nos certificados de recebíveis imobiliários da Atlas Agro fará com que o JGP Crédito Agro [ativo=JGPT11] receba de forma antecipada os valores investidores nesse ativo, segundo comunicaram a XP Investimentos (administradora) e JGP Gestão de Crédito (gestora).

A Atlas Agro enfrentou atrasos na exportação e consequente recebimento dos valores a receber, o que fez com que ela atrasasse a quitação de parcelas do CRA. No entanto, o JGPT11 possui apenas cotas sêniores desse CRA, que não sofreram atraso.

No entanto, há um atraso na série mezanino (não investida pelo JGPT11) e que instaurou um processo de vencimento automático do CRA.

O JGPT11, após a última amortização desse CRA, deve a exposição no ativo reduzida de 5% do PL do fundo para 1,59% (R$ 3,06 milhões)>

Com o rito do vencimento antecipado, as cotas sêniores serão quitadas antes do previsto, antes da amortização das demais séries (como as mezanino).

“Reforçamos que o JGPT11 possui exposição exclusivamente na série sênior, a qual conta com uma cobertura de mais de 190% de garantia (entre cessão fiduciária de recebíveis performados, alienação fiduciária de grãos e aval de acionistas), além da subordinação de 50%”, segundo comunicado ao mercado.

A Atlas Agro informou esperar receber o fluxo de caixa oriundo de exportações de grãos para amortizar integralmente as cotas sêniores dos CRAs ainda no mês de maio.

VLOL11 tem data de liquidação

O Vila Olímpia Corporate VLOL11 será liquidado e o dia 26 de abril (quarta-feira) será o último dia que as cotas da carteira serão negociadas na B3, segundo informou em fato relevante a administradora Oliveira Trust e a gestora RB Capital Asset.

A liquidação foi aprovada em assembleia extraordinária de cotistas em 24 de outubro de 2021.

Segundo o fato relevante, a partir do pregão do dia 27 de abril, as cotas não poderão mais ser negociadas. Na véspera, dia 26, a Oliveira Trust irá divulgar um comunicado sobre o envio dos documentos necessário do custo médio de aquisição das cotas para fins de apuração do IR (Imposto de Renda).

Em data a ser definida, serão informados os procedimentos de resgate e de cotas do VBI Prime Properties, sob o ticker PVBI11, em uma proporção que ainda será definida.

CXTL11 informa recebimento de parcela referente à venda de imóvel

O Caixa SEQ Logística Renda CXTL11 recebeu o valor referente à nova parcela de imóvel pertencente ao fundo e que está localizado em Itapevi (SP). A quitação ocorreu em 20 de abril, após o vencimento de 27 de março e, por isso, os valores foram acrescidos de multa de 2% além de juro de mora de 1% pro rata, segundo comunicado a Caixa, administradora da carteira.

Para o dia 25 de abril é esperada a quitação da décima parcela do acordo de venda.

O preço ajustado do negócio é de R$ 10 milhões, com doze parcelas, sendo que a primeira parcela foi de R$ 1,5 milhão e as demais de R$ 772,7 mil, sempre reajustadas pelo IPCA.

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Dividendos hoje

Confira os FIIs que distribuem dividendos nesta segunda-feira (24):

Ticker Rendimento Retorno
MORE11 R$ 0,60 0,98%

Fonte: StatusInvest

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Giro Imobiliário: Trisul e Gafisa com aumento de vendas

Vendas da Trisul (TRIS3) mais que dobram no trimestre

A Trisul (TRIS3) anunciou suas prévias dos resultados do primeiro trimestre de 2023, com as vendas brutas totalizando R$ 352,5 milhões, 131% acima do mesmo período do ano passado. Já as vendas líquidas chegaram a R$ 331,2 milhões, crescimento de 165%.

O número de unidades comercializadas foi 121,6% maior que o verificado em igual período de 2022. Durante o trimestre, foi feito apenas um lançamento, o Praça Omaguás Pinheiros, com Valor Geral, com de Vendas (VGV) de 172,3 milhões, sendo que uma fatia de 55% já foi comercializada.

Em 31 de março de 2023, o banco de terrenos (landbank) da companhia totalizava R$ 4,1 bilhões.

Gafisa (GFSA3) registra aumento de vendas e queda nos distratos

As vendas brutas da incorporadora Gafisa (GFSA3) atingiram R$ 301,5 milhões, crescimento de 22% em comparação com o 1T22. No acumulado de 12 meses, as vendas brutas somaram R$ 1,2 bilhão, representando um crescimento de 41% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

As vendas líquidas atingiram R$ 288,3 milhões entre janeiro e março, valor que representa alta de 24% na comparação com igual período de 2022.

Na mesma base de comparação, os distratos se reduziram em 3,3%. No acumulado de 12 meses, as vendas líquidas totalizaram R$ 1 bilhão, representando um crescimento de 50% em comparação com o mesmo período do ano anterior

Iguatemi (IGTI11) anuncia distribuição de dividendos

A Iguatemi (IGTI11) aprovou a distribuição de dividendos aos acionistas da companhia no valor de R$ 1,8 milhão, com base no lucro líquido apurado no exercício social encerrado em 31 de dezembro do 2022.

Os dividendos ratificados em assembleia serão pagos em conjunto com o valor total dos dividendos aprovados na reunião do Conselho de Administração realizada em 28 de fevereiro de 2023, via depósito em conta corrente do beneficiário.

Os acionistas já receberam R$ 27,5 milhões a título de antecipação, em 15 de março de 2023, e irão receber agora três parcelas de R$ 27,5 milhões que serão pagas em junho, setembro e dezembro de 2023, respectivamente.

Dessa forma, o montante total de R$ 110 milhões será pago em 2023.

Terão direito aos dividendos os titulares de ações ordinárias e/ou preferenciais de emissão da Companhia em 20 de abril de 2023 e as ações da companhia passaram a ser negociadas ex-dividendos em 24 de abril de 2023.

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Ana Paula Ribeiro

Jornalista colaboradora do InfoMoney