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Ramo vida cresceu 58,7% em 2002, sem VGBL crescimento seria de 7,5%

VGBLs registraram receitas de R$ 1,99 bilhão, o dobro da expectativa inicial; ramo vida foi o que mais cresceu em 2002

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SÃO PAULO – Desde março do ano passado, quando foram lançados no mercado os VGBLs (Vida Gerador de Benefício Livre), as vendas de seguros de vida têm registrando forte crescimento. Apesar de terem perfil semelhante ao dos planos de previdência, os VGBLs são classificados como seguros de vida pela Susep (Superintendência de Seguros Privados).

Muito acima das expectativas

No ano passado, juntamente com o setor de incêndio, o setor de vida foi o principal responsável pelo crescimento do setor de seguros como um todo. Tanto é que desde a introdução dos VGBLs no mercado, a Susep revisou mais de uma vez as projeções de crescimento no ano. Enquanto no início de 2002 esperava-se um crescimento de 15% no final do ano as previsões já davam conta de uma expansão de 21% nas receitas do setor.

O bom desempenho dos VGBLs fica evidente em um estudo da Susep divulgado no início desta semana. Segundo o levantamento, a taxa de crescimento do ramo vida no ano passado teria sido bem menor não fosse a contribuição dos VGBLs.

Com um faturamento de R$ 1,99 bilhão estimado para o ano passado, o produto superou de longe as expectativas iniciais de venda que apontavam para um faturamento no ano da ordem de R$ 1 bilhão.

Ramo vida foi o que mais cresceu em 2002

Com exceção de uma ligeira retração nas vendas no mês de setembro, logo recuperada em outubro, as vendas dos VGBLs cresceram de forma constante durante todo o ano passado. Somente no mês de novembro, as vendas do produto alcançaram a impressionante marca de R$ 355 milhões.

Com um crescimento estimado de quase 58,7% o setor vida deve fechar o ano com o maior crescimento dentre todos os ramos de seguro do mercado. Diante desta tendência a Susep já projeta que o setor vida deve superar o de automóveis, atualmente o maior segmento do mercado, em termos de vendas ainda neste ano. Não fossem as receitas com a venda de VGBLs o crescimento do setor teria sido bem menos intenso, de cerca de 7,5%.

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Perspectivas favoráveis para 2003

Apesar do sucesso de vendas dos VGBLs, muitas empresas, notadamente as seguradoras que não contam com distribuição bancária, acabaram optando por não vender o produto alegando que os VGBLs não são atrativos para distribuição através de corretores.

Buscando contornar esta situação, e atrair um número maior de empresas para a venda dos VGBLs, a Susep já confirmou que pretende lançar neste ano um novo tipo de VGBL Conjugado, que conjugaria em um único contrato a opção de contratação de renda previdenciária e seguro para morte e invalidez.

Como incluem mais coberturas de risco estes produtos devem ter taxas mais altas do que as atualmente cobradas nos VGBLs e carência maior (de um ano) o que deve permitir a venda através de corretores, atraindo novas empresas para o mercado e contribuindo para sustentar as altas taxas de crescimento do ramo vida.