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Pergunta:
Sou engenheiro e tenho 24 anos, minha namorada está pagando um apartamento pelo sistema de cooperativa – ela termina de pagar em 2018. Ao mesmo tempo, quero começar a pagar um apartamento na planta.
Minha dúvida é: juntamos dinheiro para quitar o apartamento que ela está comprando – pensamos em dar um lance de R$ 50 mil- , ou já começo a pagar um outro apartamento na planta? O que fazer primeiro?
Guia gratuito
Onde Investir no 2º semestre
Pensamos em quando sair o apartamento dela, alugarmos pois é muito longe do nosso trabalho.
Leitor: Rafael
Luciana Gonçalves da Silva, CFP, planejadora financeira certificada pelo IBCPF:
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Rafael,
Sobre a intenção de liquidar antecipadamente o imóvel, a melhor decisão dependerá da comparação do custo do financiamento em relação a rentabilidade do recurso numa aplicação financeira. Por exemplo, se o custo do financiamento está na fixa dos 8%,9% a.a e a taxa Selic está num patamar de 11% a.a, pode não valer a pena quitar o imóvel e abrir mão da liquidez.
Outro ponto, você menciona que não pretendem morar nesse imóvel e que pensam em alugá-lo. É importante comparar o retorno líquido do aluguel, principalmente no caso de imóvel residencial, ele pode ser menor que o retorno de uma aplicação financeira conservadora. Além disso, existe risco de vacância, custos de manutenção, além da imobilização do patrimônio. Uma aplicação financeira com esse perfil oferece baixo risco e liquidez imediata.
Nesse contexto, uma boa saída seria colocar o imóvel num negócio ou vendê-lo, aproveitando o momento de alta do mercado imobiliário. O recurso poderia ser utilizado para a compra de outro em melhor localização. Caso se consiga uma boa taxa de financiamento, talvez nem seja necessário usar a reserva financeira.
O ideal é sempre refazer essas comparações periodicamente, pois a economia é dinâmica e o cenário de juros está sujeito à mudanças.
Espero ter compreendido bem as questões e ter te ajudado de alguma forma.
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Luciana Gonçalves da Silva é planejadora financeira pessoal e possui a certificação CFP® (Certified Financial Planner), concedida pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF).
As respostas refletem as opiniões do autor. O IBCPF e o Infomoney não se responsabilizam pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso destas informações. Perguntas devem ser encaminhadas para onde_investir@infomoney.com.br
Prezado Hildebrand,
Pouco a pouco é possível ver mudanças significativas no perfil de investimento dos brasileiros. Percebemos, por exemplo, o crescimento do numero de jovens que estão disponibilizando parte de sua renda para se planejar financeiramente para a sua aposentadoria. É um movimento que tende a crescer cada vez mais ao longo dos próximos anos, especialmente com a educação financeira em curso em nossa sociedade.
Sua iniciativa é digna de receber elogios e servir de exemplo a outros tantos…
Como seu planejamento para esse investimento tem um horizonte de 15 anos algumas observações importantes devem ser feitas. Em uma simulação com um investimento inicial de R$ 10.000 e aplicações regulares de R$ 500, com uma rentabilidade anual de 10%, atingiremos após 15 anos um capital de R$ 242.583, sem considerar a inflação no período. Com esse capital investido é possível viver com uma renda de aproximadamente R$ 2 mil/mês, complementando a sua aposentadoria. No entanto, a pergunta magica é como atingir essa rentabilidade para um baixo risco no investimento.
Com as informações presentes não é possível identificar qual o seu perfil de investidor, onde seria possível identificar o quanto de risco você esta propenso a aceitar em sua carteira de investimentos (para saber o seu perfil de investidor é aconselhável buscar sua instituição financeira e responder ao questionário “Suitability”). No entanto, podemos considerar que você segue o padrão brasileiro de conservadorismo em seus investimentos, bastante carregado de “renda fixa” , mas propenso a conhecer novos produtos para pequenos investimentos.
Sugiro, para você superar a rentabilidade apresentada na simulação, que divida seu patrimônio em 2 partes.
A primeira parte é separar R$ 5 mil inicial e 80% de suas aplicações regulares para um fundo de renda fixa com credito privado que supere consistentemente 100% do CDI. Muitos fundos conseguem superar esse benchmark, e possuem aplicações inicias bastante acessíveis. Prefira esse investimento as NTN-Bs e a sua aplicação em imóveis.
Para os outros R$ 5 mil iniciais, e 20 % de suas aplicações mensais (R$100,00), podemos ser um pouco mais arrojados, buscando atingir uma rentabilidade superior do que a renda fixa. Como sua disponibilidade atual é pequena para ser investida diretamente em ações (coma na sua atual carteira de ações de Vale e Itau), uma excelente alternativa são os fundos de ações.
Os fundos de ações são, para a grande maioria dos investidores, a melhor alternativa para seus investimentos em renda variável. Apresentam vantagens como liquidez, diversificação e uma gestão profissionalizadas dos seus investimentos. Com ele você estará bem atendido para atingir sua meta de longo prazo na aposentadoria. Procure gestoras com comprovada competência em sua equipe de analise, e fundos de ações que sejam considerados “Ibovespa ativo”, com a intenção de superar o bechmark. Prefira esses as ações propriamente ditas.
E lembre-se: o resultado do seu sucesso financeiro também depende de você!
*Fabiano Pessanha, CFP, planejador financeiro certificado pelo IBCPF