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Dúvida do leitor

Quero hipotecar meu apartamento e investir em ações; vale a pena?

Leitor está pensando em hipotecar seu imóvel em decisão que pode ser arriscada

Pergunta:

Estou pensando em hipotecar meu apartamento e investir em ações, é uma boa?

Leitor: Rubens

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Resposta de Rogério Thomé, CFP, planejador financeiro certificado pelo IBCPF:
Certamente, nosso amigo Rubens não é o primeiro a considerar a hipótese de vender ou hipotecar o imóvel próprio para investir em ações. O mercado acionário, devido aos seus rompantes de valorização que ocorrem de tempos em tempos, sempre carrega histórias de pessoas que enriqueceram pela ousadia de arriscarem tudo o que tinham mas também traz consigo o drama vivido por aqueles que perderam as economias de suas vidas.

A culpa não é do mercado, mas do investidor que não soube avaliar dois pontos fundamentais, específico a cada um de nós, antes de iniciar seus investimentos, que são:

1. Capacidade de assumir riscos

2. Disposição em assumir riscos
 

Antes de entrar no mérito do momento econômico que vivemos, ou do conceito proposto na questão do internauta, precisamos brevemente discorrer sobre os dois pontos acima.

Capacidade de assumir riscos é o potencial que um investidor tem em assumir perdas substanciais dos valores investidos sem impactar seu padrão de vida. Podemos considerar que um jovem investidor de 25 anos, solteiro, que mora com os pais e que consegue economizar a maior parte de seu salário, tem grande “capacidade de assumir riscos” pois, ainda que perca um valor substancial de tudo o que investir, ele é capaz de gerar com grande sobra todo o dinheiro que precisa para manter sua qualidade de vida. Já, um pai, que faz malabarismos para manter suas contas em dia, tem uma capacidade bastante limitada de assumir riscos em seus investimentos se não quiser comprometer a segurança financeira de sua família.

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Disposição em assumir riscos é a vontade, o desejo que um investidor tem em arriscar seus recursos. O jovem do exemplo acima, embora tenha bastante capacidade, pode não ter vontade alguma em arriscar o dinheiro que está acumulando, enquanto o pai, pode ter grande propensão a se arriscar. Esta última pode ser uma combinação explosiva: pouca capacidade com muita disposição.

Após fazer uma auto-análise sobre os pontos acima, nosso internauta precisa considerar que hipotecar a casa própria para investir em ações pode não ser uma boa ideia porque, em primeiro lugar, não há garantia alguma que o investimento em ações trará retorno positivo, quando não, severamente negativo. Além disso, para que a troca entre hipoteca e ações valha a pena, o investidor deverá conseguir, não só um retorno positivo de seus investimentos, mas também consideravelmente superior ao valor dos juros e demais custos relacionados à hipoteca do imóvel.

Fiz uma breve consulta na internet e podemos admitir, atualmente, juros de hipoteca na casa dos 15% ao ano. Considerando a trajetória de alta da taxa Selic, hoje à 10,5%a.a., a inflação à 6% a.a., a possibilidade de se investir em ativos de baixo risco que hoje pagam até 6% sobre a inflação (dependendo do prazo do investimento), o risco intrínseco do mercado acionário e o comprometimento do investidor que hipoteca sua casa, o retorno com este investimento em ações deveria ser muito alto para compensar todas essas variáveis. Este retorno pode vir, mas pode demorar e, no meio do caminho,embora as condições econômico-financeiras do investidor possam melhorar devido a uma promoção na carreira ou recebimento de uma herança, elas podem também deteriorar, pela perda do emprego ou de uma despesa não esperada. Portanto, hipotecar o imóvel próprio e investir todos os recursos em ações é, no mínimo, temerário.

Parabéns ao Rubens que tem seu apartamento próprio, num momento em que os imóveis estão tão bem avaliados.

Rogério Thomé é planejador financeiro pessoal e possui a certificação CFP® (Certified Financial Planner), concedida pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF). 

As respostas refletem as opiniões do autor. O IBCPF e o Infomoney não se responsabilizam pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso destas informações. Perguntas devem ser encaminhadas para onde_investir@infomoney.com.br

Prezado Hildebrand, 

Pouco a pouco é possível ver mudanças significativas no perfil de investimento dos brasileiros. Percebemos, por exemplo, o crescimento do numero de jovens que estão disponibilizando parte de sua renda para se planejar financeiramente para a sua aposentadoria. É um movimento que tende a crescer cada vez mais ao longo dos próximos anos, especialmente com a educação financeira em curso em nossa sociedade. 

 Sua iniciativa é digna de receber elogios e servir de exemplo a outros tantos…

 Como seu planejamento para esse investimento tem um horizonte de 15 anos algumas observações importantes devem ser feitas. Em uma simulação com um investimento inicial de R$ 10.000 e aplicações regulares de R$ 500, com uma rentabilidade anual de 10%, atingiremos após 15 anos um capital de R$ 242.583, sem considerar a inflação no período. Com esse capital investido é possível viver com uma renda de aproximadamente R$ 2 mil/mês, complementando a sua aposentadoria. No entanto, a pergunta magica é como atingir essa rentabilidade para um baixo risco no investimento.

 Com as informações presentes não é possível identificar qual o seu perfil de investidor, onde seria possível identificar o quanto de risco você esta propenso a aceitar em sua carteira de investimentos (para saber o seu perfil de investidor é aconselhável buscar sua instituição financeira e responder ao questionário “Suitability”). No entanto, podemos considerar que você segue o padrão brasileiro de conservadorismo em seus investimentos, bastante carregado de “renda fixa” , mas propenso a conhecer novos produtos para pequenos investimentos.

 Sugiro, para você superar a rentabilidade apresentada na simulação, que divida seu patrimônio em 2 partes.

 A primeira parte é separar R$ 5 mil inicial e 80% de suas aplicações regulares para um fundo de renda fixa com credito privado que supere consistentemente 100% do CDI. Muitos fundos conseguem superar esse benchmark, e possuem aplicações inicias bastante acessíveis. Prefira esse investimento as NTN-Bs e a sua aplicação em imóveis.

 Para os outros R$ 5 mil iniciais, e 20 % de suas aplicações mensais (R$100,00), podemos ser um pouco mais arrojados, buscando atingir uma rentabilidade superior do que a renda fixa. Como sua disponibilidade atual é pequena para ser investida diretamente em ações (coma na sua atual carteira de ações de Vale e Itau), uma excelente alternativa são os fundos de ações.

 Os fundos de ações são, para a grande maioria dos investidores, a melhor alternativa para seus investimentos em renda variável. Apresentam vantagens como liquidez, diversificação e uma gestão profissionalizadas dos seus investimentos. Com ele você estará bem atendido para atingir sua meta de longo prazo na aposentadoria. Procure gestoras com comprovada competência em sua equipe de analise, e fundos de ações que sejam considerados “Ibovespa ativo”, com a intenção de superar o bechmark. Prefira esses as ações propriamente ditas.

 E lembre-se: o resultado do seu sucesso financeiro também depende de você!

 *Fabiano Pessanha, CFP, planejador financeiro certificado pelo IBCPF

 

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