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Antes da abertura econômica com o governo Collor, a tarifa média de importação brasileira era de 45%. Contudo, com o processo de modernização da economia durante os anos 90, a média caiu para 13,6% em 1995, mantendo praticamente neste patamar até os dias de hoje.
Crise da década de 80 desencadeou o fechamento do país
O fechamento da economia durante os anos 80 foi causado principalmente pela necessidade do país em gerar enormes quantias de dólares, através de superávits na balança comercial para saldas o ônus da dívida externa.
Ainda que a economia brasileira tenha se desenvolvido através de um modelo de substituição de importações, protegendo setores considerados estratégicos pelo governo militar, a década de 80 foi marcada pelo período de maior isolamento do Brasil em relação ao resto do mundo.
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Isolamento trouxe sucateamento e falta de concorrência
Com isto, muitos brasileiros não tiveram acesso a importantes inovações tecnológicas, desencadeando um processo de sucateamento da indústria nacional. A impossibilidade de importar computadores, por exemplo, fazia o Brasil ficar distante da fronteira da ciência.
Além disto, a impossibilidade de adquirir bens no exterior, quer por força de lei, quer por taxas de importação proibitivas, diminuiu a concorrência aos produtos nacionais, deixando consumidores indefesos a ondas de remarcação.
Renegociação da dívida permitiu abertura econômica
A renegociação da dívida externa, concluída em 1992, pela equipe comandada pelo hoje ministro da Fazenda, Pedro Malan, diminui consideravelmente o ônus da dívida, permitindo a aceleração da abertura econômica.
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Desta forma, a redução das taxas de importação foi fundamental para a modernização da economia brasileira durante os anos 90, tendo também um papel fundamental durante o Plano Real no processo de controle dos preços.