Quanto você teria hoje se tivesse investido no Banco do Brasil (BBAS3) há 20 anos?

Investimento de longo prazo rendeu; no último ano, porém, a ação recuou

Lucas Gabriel Marins

Ativos mencionados na matéria

Agência do Banco do Brasil - 04/08/2022
(Foto: REUTERS)
Agência do Banco do Brasil - 04/08/2022 (Foto: REUTERS)

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Se você tivesse investido R$ 10 mil no Banco do Brasil (BBAS3) há cerca de 20 anos, teria hoje no bolso R$ 105.810 só com a valorização do papel. Nessas duas décadas, a ação deu um salto de 958,10%

É isso que mostra um levantamento feito por Humberto Aillón, executivo de Finanças, M&A e Negócios da Fipecafi, a pedido do InfoMoney.

A simulação considera a manutenção integral do investimento, sem vendas ao longo do tempo, e não desconta impostos, taxas ou proventos.

Em outros períodos, a ação do banco também foi rentável. Se o mesmo valor tivesse sido investido há 15 anos, o investidor teria surfado em uma alta de 223,76% e teria hoje R$ 32.376.

Em 10 anos, o valor bruto final seria de R$ 37.137, com valorização de 271,37%. Em cinco anos, o retorno também foi positivo, com uma valorização de 71,56%

O único período negativo analisado foi o mais recente: nos últimos 12 meses, as ações do banco recuaram 21,80%, pressionadas sobretudo pelo aumento da inadimplência.

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Veja tabela:

JanelaValorização do períodoValor bruto final
1 ano-21,80%R$ 7.820
5 anos71,56%R$ 17.156
10 anos271,37%R$ 37.137
15 anos223,76%R$ 32.376
20 anos958,10%R$ 105.810
Fonte: Fipecafi
Data de corte: 11/08/2025

Resultado do segundo trimestre de 2025

O Banco do Brasil divulga nesta quinta-feira (14) os resultados do segundo trimestre de 2025, e o clima entre investidores locais é de cautela.

Pesquisa do Safra aponta que 88% acreditam que a expectativa de um trimestre fraco ainda não está refletida no preço das ações. Isso se traduz em baixa exposição comprada (6%) e forte posicionamento pessimista (61%).

Os participantes esperam um guidance em torno de R$ 20 bilhões – cerca de 25% abaixo do consenso de mercado.

Segundo o Safra, se esse cenário se confirmar, a reação do mercado pode ser negativa, já que a revisão de lucros tende a frustrar tanto investidores pessoa física, que vêm comprando ações desde o primeiro trimestre (R$ 5,5 bilhões em aportes), quanto estrangeiros, que consideram o cancelamento do guidance um sinal bastante negativo e foram os principais vendedores no período, de acordo com dados da B3.

Na semana passada, o JPMorgan revisou seus números para a estatal com redução nas perspectivas. Os analistas do banco mantiveram recomendação neutra, mas cortaram o preço-alvo de R$ 26 para R$ 25.