Quanto você teria hoje se tivesse investido na Vale (VALE3) há dez anos?

Companhia atravessou momentos desafiadores, mas quem permaneceu investido colheu um retorno expressivo.

Osni Alves

Ativos mencionados na matéria

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A performance das ações da Vale (VALE3) na última década mostra que a mineradora segue entre os ativos mais importantes para quem mira o longo prazo na bolsa brasileira.

Considerando o período dos último dez anos, que investiu e segurou o papel até dezembro deste ano, registrou uma valorização de até 923%.

Os dados fazem parte de um levantamento realizado por Norberto Sangalli, assessor de investimentos da Nippur Finance.

Confira os retornos acumulados:

Para Sangalli, o desempenho robusto no período reflete a combinação entre demanda global por minério de ferro, disciplina operacional e resiliência da companhia mesmo após eventos críticos.

“A Vale atravessou momentos desafiadores, mas quem permaneceu investido colheu um retorno expressivo. O longo prazo continua sendo o fator decisivo na renda variável”, afirma.

Viva do lucro de grandes empresas

Maior produtora de minério de ferro e níquel do mundo

A Vale está entre as maiores companhias do mundo, em seu segmento de atuação, e opera ativos logísticos estratégicos, como ferrovias, portos e terminais marítimos. A empresa atua em mineração de ferro, níquel, cobre, carvão e metais essenciais para transição energética — como o próprio níquel, usado em baterias de veículos elétricos.

A companhia é uma das maiores exportadoras do Brasil, responsável por uma fatia significativa da pauta comercial do país, com forte exposição ao mercado asiático, especialmente à China. Seu desempenho financeiro costuma acompanhar a demanda global por commodities e movimentos no preço internacional do minério.

No mercado de capitais, a relevância é ainda maior: VALE3 está entre as ações com maior peso no Ibovespa, influenciando diretamente o humor da bolsa brasileira. Também figura entre os ativos mais negociados do mercado, com grande participação de investidores institucionais, estrangeiros e pessoas físicas.

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Sangalli destaca que a Vale é um ativo estruturante na carteira de muitos investidores. “Trata-se de uma empresa de escala global, com forte geração de caixa e posição dominante no setor. Para quem monta portfólio com visão estratégica, VALE3 costuma ser um pilar importante”, observa.

Rentabilidade x volatilidade: os desafios do caminho

Apesar dos ganhos acumulados em dez anos, os investidores que entraram na ação em ciclos mais curtos enfrentaram oscilações relevantes. A Vale passou, no período, por acidentes operacionais graves, desastres ambientais, ajustes regulatórios, processos de indenização e oscilações nos preços do minério, todos fatores que impactaram diretamente a cotação.

Para Sangalli, entender essa dinâmica é essencial. “A volatilidade faz parte da tese de investimentos em commodities. Quem entra nesse setor precisa estar preparado para ciclos. A recompensa aparece, mas o caminho nunca é linear”, afirma.

Por que a Vale segue atraindo investidores de longo prazo

Mesmo diante dos riscos de curto prazo, a companhia permanece como uma das queridinhas dos investidores que buscam:

Sangalli reforça que a tese de longo prazo continua sólida. “Vale segue sendo um ativo central para quem acredita no crescimento global, especialmente de economias emergentes. Sua operação, escala e relevância no comércio exterior brasileiro criam uma combinação difícil de ignorar”, conclui.