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Qual é o rendimento da LCA e LCI hoje? Conheça os tipos e o que influencia

Descubra também como escolher uma boa Letra de Crédito e como comparar rendimentos desses títulos de renda fixa

MoneyLab

As LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e as LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) seguem ganhando destaque entre os investidores de renda fixa. Com isenção de Imposto de Renda e rendimentos competitivos, esses títulos se tornaram alternativas atrativas para quem busca segurança e retorno acima da média do mercado, especialmente em um momento de estabilidade na taxa Selic.

De acordo com Antônio Sanches, analista de alocação e research da Rico, as LCIs e LCAs são títulos privados de renda fixa emitidos por instituições financeiras e lastreados em operações de crédito. “A LCI é voltada para o setor imobiliário, enquanto a LCA financia o agronegócio. São instrumentos de captação de recursos para atividades essenciais ao crescimento do país”, explica.

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Tipos de rendimento da LCI e LCA

As LCIs e as LCAs oferecem três principais tipos de rendimento, cada um com características próprias. São eles:

O que influencia o rendimento das LCIs e LCAs?

Mas vale saber que o rendimento das LCIs e das LCAs depende de uma combinação de fatores que vão além do tipo de indexador escolhido (pós, pré ou IPCA+). As expectativas para a taxa Selic, o apetite dos investidores e o nível de risco do emissor estão entre os principais determinantes.

As taxas oferecidas pelos bancos seguem de perto o comportamento da curva de juros futura, que é uma projeção feita pelo mercado sobre como a Selic deve se comportar nos próximos meses e anos.

Portanto, quando essa curva indica juros mais altos no futuro, os emissores precisam pagar rendimentos maiores para atrair investidores, especialmente nos papéis prefixados e IPCA+. Já se o mercado espera queda da Selic, as taxas oferecidas tendem a recuar.

Outro fator importante é a demanda por papéis isentos de IR. Quando cresce o interesse dos investidores por LCI e LCA – como ocorreu recentemente após tramitação de projeto no Congresso, que não foi aprovado, sobre o fim da isenção –, os bancos podem reduzir o spread, que é a diferença entre o que é pago ao investidor e o que é cobrado nas operações de crédito lastreadas nesses títulos. Com spreads menores, as novas emissões acabam oferecendo retornos mais baixos.

Por fim, o risco de crédito também pesa na formação da taxa. “Quanto mais sólida for a instituição financeira, menor tende a ser o rendimento, já que o investidor aceita um retorno menor em troca de mais segurança”, explica Sanches.

“Essas variações mostram como o cenário de juros, o comportamento da demanda e o perfil do emissor determinam as taxas disponíveis no mercado.”

— Antônio Sanches, analista de alocação e research da Rico

Como verificar o rendimento exato

Uma dúvida comum entre investidores é como comparar o retorno das LCIs e LCAs, já que elas são isentas de Imposto de Renda, e assim saber o rendimento exato desses investimentos. Para isso, Sanches recomenda o uso do conceito de “Gross Up”.

“O Gross Up mostra quanto seria o rendimento de um título isento se houvesse cobrança de imposto. Ele ajuda a comparar uma LCI com um CDB, por exemplo, de forma justa”, esclarece.

Em outras palavras, ao calcular o rendimento equivalente com imposto, o investidor consegue entender se o retorno líquido da LCI ou LCA realmente supera o de outros produtos.

De forma prática, o cálculo de Gross Up funciona assim: Rentabilidade equivalente = rendimento líquido ÷ (1 – alíquota de IR).

Por exemplo, se uma LCI rende 94% do CDI e a alíquota de IR sobre um CDB de prazo semelhante seja de 15%, o cálculo fica: 0,94 ÷ (1 – 0,15) = 1,1059. Ou seja, o equivalente a 110,6% do CDI. Em outras palavras, essa LCI isenta de IR “equivale” a um CDB que rendesse 110,6% do CDI.

Vantagens de investir em LCI e LCA

Entre os principais benefícios da LCI e da LCA, destacam-se:

“Esses títulos oferecem uma combinação de segurança e rentabilidade líquida difícil de encontrar em outros produtos de renda fixa, principalmente para quem busca previsibilidade”

— Antônio Sanches, analista da Rico

Desvantagens de investir em LCI e LCA

Apesar das vantagens, é importante observar que LCIs e LCAs não são produtos indicados para todos os perfis ou objetivos. A principal limitação é a liquidez.

Afinal de contas, na maior parte das emissões, o dinheiro só pode ser resgatado no vencimento. “Muitos investidores acabam se esquecendo de verificar o prazo de carência e depois percebem que não conseguem acessar os recursos antes do tempo”, alerta Sanches.

O especialista explica que alguns bancos oferecem versões com liquidez diária, mas normalmente com taxas menores. “Quem abre mão de liquidez, tende a conseguir uma remuneração mais atrativa”, comenta.

Outro ponto de atenção é a variação de taxas entre emissores. Como os rendimentos são definidos pelos próprios bancos, pode haver diferenças significativas entre instituições. E nem sempre a taxa mais alta significa o melhor investimento. É preciso avaliar o risco de crédito, o prazo e o lastro da operação.

Por fim, Sanches lembra que a isenção de imposto é um benefício atual, mas que o mercado já debate a possibilidade de mudança nas regras.

“Caso a tributação venha a ser alterada no futuro, as novas emissões precisarão oferecer taxas maiores para compensar. Por isso, quem investe agora aproveita um cenário ainda favorável”

— Antônio Sanches

Como escolher uma boa LCI ou LCA

Ao investir, o primeiro passo é definir seus objetivos e prazos. Se a meta é de curto prazo, LCAs pós-fixadas podem ser mais adequadas. Já para horizontes mais longos, as IPCA+ e prefixadas ganham atratividade.

Sanches destaca três pontos essenciais:

  1. Comparar rentabilidade bruta e líquida, usando o Gross Up.
  2. Avaliar o risco de crédito e o lastro da operação (imobiliário ou agro).
  3. Verificar a cobertura do FGC, garantindo proteção em caso de imprevistos.

“É importante monitorar se o valor aplicado e os rendimentos futuros não ultrapassam o limite de R$ 250 mil por instituição. Isso evita concentração de risco”, explica o analista.

Como investir melhor em renda fixa

Para quem busca investir melhor em LCI e LCA, e em renda fixa de forma geral, Sanches reforça a importância da diversificação.

“Evite concentrar investimentos em um único emissor ou setor. Se você tem papéis de empresas do agronegócio, por exemplo, busque também exposições em outros segmentos”

— Antônio Sanches, da Rico

Outros pontos-chave para investir melhor em renda fixa são:

“Entender o cenário e o comportamento da curva de juros ajuda o investidor a escolher o melhor indexador (prefixado, pós-fixado ou IPCA+) de acordo com o momento econômico”, conclui Sanches.

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