Renda fixa

Qual o impacto da reunião do Copom sobre as taxas do Tesouro Direto? Especialista explica

Última reunião do Comitê de Política Monetária foi realizada na quarta-feira (8) e decidiu pela manutenção da Selic em 6,5% ao ano

(Shutterstock)

SÃO PAULO – Com reuniões realizadas com um intervalo de 45 dias, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central é responsável por decidir o rumo dos juros básicos brasileiros. No último encontro, realizado nesta semana, a decisão unânime e nada surpreendente foi pela manutenção da taxa Selic em 6,5% ao ano. Mas será que essas reuniões se refletem nas taxas dos títulos públicos? Há relação? Quem responde é o professor do InfoMoney Alan Ghani.

Embora o Tesouro Selic seja o único título público negociado via Tesouro Direto atrelado diretamente à Selic, demais papéis do programa também podem ser impactados por cortes e aumentos nos juros e por sinalizações do Banco Central na reunião do Copom.

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No último encontro, por exemplo, a autoridade monetária destacou que o risco associado à “ociosidade dos fatores de produção” aumentou na margem, mas que, mesmo assim, o balanço de riscos para a inflação mostra-se simétrico. Apesar disso, um tom mais dovish (aberto a cortes de juros) foi adotado em determinados pontos, o que dividiu os especialistas entre os que consideram a mudança de discurso suficiente e os que vêm o BC conservador demais.

Além de sinalizações do BC sobre movimentos futuros dos juros, outro grande fator de volatilidade sobre as taxas dos títulos têm partido do debate envolvendo a reforma da Previdência e ao tamanho do ajuste, ou seja, se a mudança será robusta ou mais branda. Confira o programa completo acima.

Ganhos de curto prazo?

Uma queda nas taxas de retorno dos títulos públicos abre oportunidades para ganhos de curto prazo na renda fixa, caso o investidor venda o papel antes da data de vencimento. Toda vez que a taxa de um título diminui, o preço aumenta, o que gera uma alternativa para a realização antecipada de lucros. “Mas você precisa fazer essa aposta antes do mercado, porque, na hora que todo mundo apostar em uma queda ou alta da Selic, isso já vai estar precificado”, afirmou Ghani.

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