Quais são as taxas cobradas nos planos de previdência complementar?

Apesar de terem um percentual baixo, essas taxas, ao longo do tempo, fazem diferença para quem investe. Confira!

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SÃO PAULO – Ao aderir a um plano de previdência privada, muitas pessoas não se preocupam com as taxas cobradas nessas aplicações e, consequentemente, esquecem dos impactos que essas pequenas variações percentuais causam, com passar do tempo, no montante aplicado.

Tanto no plano de previdência VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) quanto no PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) são cobradas duas taxas: a de administração e a de carregamento.

Os percentuais variam de acordo com o contrato de cada seguradora.

Taxa de administração

Segundo a Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), a taxa de administração, como o próprio nome sugere, é a taxa cobrada pela instituição pela administração de um fundo de investimento.

Como trata-se da remuneração do serviço prestado pela instituição, fica a critério dela estabelecer o valor percentual dessa taxa que, no entanto, está pré-estabelecida no regulamento do fundo. Todo fundo de investimento tem uma taxa de administração. Fundos diferentes têm taxas diferentes.

De acordo com a consultora de previdência complementar da Mercer, Carolina Wanderley, essa taxa pode variar de 1% até 4% do patrimônio, dependendo do valor aplicado e do fundo escolhido.

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Taxa de carregamento

Já a taxa de carregamento é o valor descontado pela entidade de previdência privada de toda e qualquer contribuição aos planos de previdência. Esse valor corresponde a um percentual pré-determinado, destinado a cobrir despesas de administração, corretagem, divulgação etc.

Vale ressaltar que esse percentual deve constar, obrigatoriamente, no Regulamento do Plano e Nota Técnica Atuarial.

“Os custeios das despesas operacionais do plano, como por exemplo, a emissão de extratos, a disponibilização de informações via site, são feitos através da taxa de carregamento. Essa taxa é descontada nas contribuições mensais e pode variar de zero, nos casos de volumes maiores de investimentos ou fidelidade ao plano, até 4%, para volumes menores de investimentos”, afirmou a consultora.

Os impactos

Para se ter uma ideia do valor dessas taxas nos planos de previdência complementares abertos, a consultora fez algumas simulações. Confira!

Contribuição mensal: R$ 100
Taxa de rentabilidade: 10% ao ano
Taxa de carregamento: 3%
Taxa de administração: 4%

Como amenizar?

A consultora revela que a única forma de amenizar os gastos com essas taxas e recuperar o valor indiretamente é por meio da rentabilidade.

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“A rentabilidade deve ser superior ao mercado para compensar o pagamento dessas taxas”.

Cuidados

Carolina aconselha que, além de atentar às taxas, antes de aderir a um plano de previdência, o investidor deve tomar alguns cuidados:

  1. Verificar as condições de cancelamento de contrato e portabilidade de recursos para outras gestoras;
  2. Checar a condição técnica para cálculo da renda vitalícia na aposentadoria (tábua de mortalidade e taxa de juros);

    “Quanto menor a taxa de juros para esse cálculo, menor será a renda de aposentadoria do investidor. Muitas seguradoras comercializam planos sem taxa de juros, tente negociar. Além disso, não aceite tábua de mortalidade que gere uma expectativa de vida maior do que a estabelecida pela tábua AT-2000”.

  3. Observar os serviços que serão oferecidos;
  4. Escolher o fundo de investimento que mais se adequa ao seu perfil de investidor (maior locação em renda fixa ou renda variável);
  5. Selecionar os beneficiários que receberão os recursos na ausência do investidor;