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SÃO PAULO – O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira um aumento de 1,3% da produção industrial nacional referente a janeiro, em relação ao mês anterior. Segundo o IBGE, essa foi o terceiro aumento consecutivo da produção das indústrias no país. Entre os meses de outubro e janeiro houve crescimento de 4,3% na produção industrial brasileira. Contudo na comparação do índice de janeiro de 2002 com janeiro do ano passado, houve um recuo de 1,3% na produção.
Bens de consumo duráveis apresentaram queda na produção
O IBGE indica que em janeiro todas as categorias de uso apresentaram aumento, com exceção da categoria de bens de consumo duráveis, que apresentou queda de 2,1%, depois de ter acumulado forte crescimento na produção entre agosto e dezembro, quando houve aumento de 20,2%. A categoria de bens de intermediários apresentou aumento de 3,5%, o maior aumento de produção registrado desde junho do ano passado. Os segmentos de consumo semiduráveis e não-duráveis apresentaram crescimento de 1,3%, enquanto a categoria de bens de capital atingiu alta de 1,1%.
Produção caiu na comparação de janeiro de 2002 frente ao ano passado
Na comparação janeiro 2001/2002, dos 20 ramos industriais pesquisados, 14 apresentaram queda na produção. Isso se deve ao fato de que janeiro de 2001 foi o mês com a maior produção já registrada na pesquisa do IBGE. Os segmentos que apresentaram as maiores quedas de produção foram minerais não-metálicos (-6,1%), produtos alimentares (-5,8%), mecânica (-2,4%) e material elétrico e de comunicações (-2,7%). Já os que tiveram as maiores variações positivas foram: farmacêutico (+14,5%), extrativa mineral (+7,1%) e material de transporte (+2,2%).
No quesito categorias de uso, a única que apresentou alta foi a de bens de consumo semiduráveis e não-duráveis (+2,5%). As demais apresentaram recuo de produção, como ilustram as categorias de bens de capital (-4,0%), bens de consumo duráveis (-2,9%) e intermediários (-2,0%).
O resultado da pesquisa de produção mostrou que o fim do racionamento de energia, que prejudicou duramente a indústria no ano passado, contribui com a reação positiva do setor. Além disso, a expectativa de que 2002 será um ano melhor para a economia brasileira também contribui com o crescimento da produção. Em 2001, a indústria foi afetada não só pela crise energética, como pela variação cambial, a crise na Argentina e a desaceleração da economia dos EUA. Esses fatos acabaram desanimando o mercado.