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SÃO PAULO – A produção brasileira de veículos apresentou retração de 18,8% em maio de 2002 em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Em maio deste ano, o Brasil produziu 161,03 mil veículos, resultado que também ficou 5,3% abaixo da produção de 170,05 mil automóveis de abril de 2002.
A queda nas vendas de automóveis durante o mês de maio foi causada pela grande instabilidade da economia brasileira, com as incertezas oriundas das eleições presidenciais. Além disto, a manutenção das taxas de juros em patamares elevados também contribuiu para o fraco desempenho em maio, já que aproximadamente 70% das vendas do setor são financiadas.
No entanto, as perspectivas da indústria automobilística brasileira ainda são positivas, pois a partir do segundo semestre de 2002, a base de comparação frente a 2001 será muito baixa.
O segundo semestre de 2001 foi um período marcado pelo racionamento de energia e pelo desempenho apático da economia mundial, o que ainda permite esperar uma recuperação da produção de automóveis em 2002, mesmo com a retração de maio deste ano.
Vendas internas de veículos foram as mais afetadas em maio
A retração da produção de automóveis foi afetada negativamente principalmente pelas vendas internas, que em maio apresentaram uma queda de 24,7% em relação ao período em 2001. Em maio de 2002 as vendas no mercado brasileiro de automóveis ficaram em 108,78 mil. Este resultado também foi 12,9% menor do que as vendas de 124,92 mil automóveis do mês de abril.
Já as exportações brasileiras de automóveis continuaram apresentando um crescimento sustentado em maio, mês que as vendas externas atingiram 42,69 mil veículos. Com isto, as exportações de veículos do Brasil foram 2,0% maiores em maio de 2002 em comparação ao mesmo mês do ano anterior e 16,3% acima das vendas externas de abril.
Nível de emprego sofre menos do que produção
O total de pessoas empregadas na indústria automobilística ficou em 94,40 mil, apresentando um incremento de 0,2% frente a abril e um decréscimo de 2,1% em relação a maio de 2001. A razão para a menor variação do nível de emprego em comparação a produção é que a indústria costuma utilizar principalmente os estoques e o número de horas extras para ajustar o nível de oferta no curto prazo, para então somente contratar ou demitir empregados.