Principal problema dos multimercados é competição com isentos, diz Stuhlberger

Para CEO e CIO da Verde, os produtos de renda fixa isentos de IR são "jabuticaba brasileira" que vem ganhando mais capilaridade

Bruna Furlani

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O forte volume de saques líquidos registrados em fundos multimercados ao longo dos últimos meses tem sido impulsionado pelo mau desempenho coletiva dos produtos, mas principalmente, pela competição com os ativos isentos de Imposto de Renda, na visão de Luis Stuhlberger, CEO e CIO da Verde Asset Management.

O executivo participou nesta terça-feira (30) de painel em evento promovido pelo UBS.

Para Stuhlberger, os produtos de renda fixa isentos representam uma “jabuticaba brasileira” que vem ganhando mais capilaridade.

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O gestor destacou que agora setores como os de educação e saúde poderão fazer a emissão de debêntures de infraestrutura. Nesse caso, o benefício fiscal será oferecido para a empresa emissora e não aos investidores pessoas física, como ocorre com as debêntures incentivadas.

Todos os estoques de ativos bancários de renda fixa cresceram na Bolsa brasileira em 2023, com destaque para os isentos de IR. As Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) registraram o maior crescimento do ano passado, com estoque de R$ 360,5 bilhões em dezembro, alta de 50% na comparação com o ano anterior.

Segundo dados da Anbima, o ano passado foi de queda no volume de emissões dos também isentos certificados de recebíveis imobiliários (CRI) e do agronegócio (CRA), mas as operações deram sinais de recuperação no segundo semestre.