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Como investir na previdência privada para garantir uma boa aposentadoria

O investimento em previdência deve começar o quanto antes. Assim, é possível juntar mais dinheiro sem fazer um esforço tão grande e garantir uma renda compatível com o seu padrão de vida atual

Idosos
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Ter renda suficiente para se aposentar sem ter de abrir mão do padrão de vida é o sonho de muita gente. Mas como atingir esse objetivo?

Se depender apenas da Previdência Social você provavelmente terá uma redução drástica da renda. Por isso, optar por um plano de previdência complementar vai possibilitar que você consiga aproveitar esta fase da vida sem passar por apertos financeiros.

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“A expectativa de vida está muito maior. Nos grandes centros ela chega a quase 80 anos de média. Pensando que nesta fase da vida os gastos com planos de saúde e remédio aumentam consideravelmente, a conta não vai fechar se você não tiver investimentos para este fim. E o fundo de previdência é o veículo ideal para isso”, afirma Laurence Mello, gestor do fundo de previdência AZ Quest Luce Advisory.

É importante lembrar que o investimento em previdência deve começar o quanto antes. Assim, é possível juntar mais dinheiro sem fazer um esforço tão grande e garantir no futuro uma renda compatível com o seu padrão de vida atual. Lembre-se sempre: alguns anos a mais investindo podem fazer uma grande diferença no valor total do benefício. 

Além disso, quem optar pela previdência precisa ter em mente alguns pontos. O primeiro é o tipo de plano, que pode ser o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) ou o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre). A principal diferença entre os dois está nos benefícios fiscais.

Quem contrata um PGBL consegue deduzir até 12% da renda tributável ao ano da base de cálculo do Imposto de Renda. Isso significa que a pessoa poderá pagar menos IR agora, colocar o dinheiro para render e só acertar as contas com o Leão lá na frente. O benefício, no entanto, só é concedido para quem entrega a declaração completa do IR.

Já o VGBL não oferece nenhuma vantagem de dedução durante a fase de acumulação - ou seja, a fase em que ainda está aplicando no plano. Em compensação, tem este benefício no momento do resgate. Isso porque, no VGBL, o imposto incide apenas sobre os rendimentos obtidos e não sobre o valor total acumulado, como acontece no PGBL.

Outro ponto importante é o planejamento sucessório. O PGBL e o VGBL oferecem a opção de incluir os beneficiários e, em caso de falecimento, o valor acumulado não entra no inventário – o que evita uma grande dor de cabeça e gastos com os honorários dos advogados. Em pouco tempo, independentemente de serem ou não herdeiros, os beneficiários receberão o valor acumulado pelo titular.

Principais taxas da previdência privada:

Taxa de administração

É a taxa cobrada pela instituição pela administração de um fundo de investimento.

É importante procurar planos com taxas de administração mais baixas, para que a rentabilidade líquida seja maior. No longo prazo, uma taxa um pouco menor pode fazer uma grande diferença no valor total acumulado no final do plano.

Taxa de carregamento

A taxa de carregamento é o valor descontado das contribuições aos planos de previdência. O investidor deve fugir de seguradoras que cobram esta taxa, que tem um impacto significativo no acúmulo de capital.

 Tributação

Ao optar por um plano de previdência complementar, você deve ter em mente vários aspectos, como o seu objetivo final, por quanto tempo assumirá o investimento, qual o valor que pretende acumular, entre outros pontos.

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Não menos importante do que tudo isso é o regime de tributação a escolher. Afinal, sobre o dinheiro investido, é preciso recolher Imposto de Renda. Existem duas formas de tributação e cabe a você decidir, no momento de contratação do plano, qual a melhor opção para o seu caso.

Tabela progressiva
Na tabela progressiva, a alíquota do Imposto de Renda segue as mesmas regras aplicadas aos salários e aumenta de acordo com o valor que você vai receber do plano.

Tributação regressiva
Já a tributação regressiva foi criada justamente para estimular as aplicações de longo prazo – que devem ser o objetivo dos planos de previdência.

Neste caso, a alíquota diminui com o tempo e é calculada de acordo com a data de cada contribuição ou aporte.

Confira a tabela regressiva:

Período de aportes

Alíquota de IR

Até 2 anos

35%

de 2 a 4 anos

30%

de 4 a 6 anos

25%

de 6 a 8 anos

20%

de 8 a 10 anos

15%

Mais de 10 anos

10%

Ou seja: se você optar pela tabela regressiva e resgatar o plano em até dois anos (o que não é aconselhado se tratando de previdência privada), vai pagar um imposto bem alto por isso (alíquota de 35%).

Já se fizer aportes por mais de 10 anos, o imposto será muito menor, de apenas 10%. Pense nisso antes de fechar um plano, pois, apesar de parecer pequena, esta diferença garante um valor líquido muito maior para o titular.

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