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5 atitudes que fazem os ricos perderem dinheiro - e você também

A perda de capital não é algo restrito àqueles que estão traçando o caminho para o sucesso, mas também aos que já conseguiram acumular boas quantias

milionário
(Shutterstock)

SÃO PAULO – Enquanto enriquecer requer esforço e pode levar anos, gastar o patrimônio é sempre mais fácil. Thomas C. Corley é planejador financeiro há mais de 30 anos e além de aconselhar indivíduos acerca da melhor forma de organizar suas finanças, passou cinco anos estudando os hábitos de consumo e rendimento dos ricos e da população carente. No Business Insider, contou que em seus estudos compilou algumas das principais causas que fazem o patrimônio desaparecer rapidamente. São elas:

Se preocupar com os centavos e esquecer das grandes quantias

Muitos milionários organizam suas finanças de forma a economizar cada centavo possível, seja com as taxas de cartão de crédito, tarifas bancárias, e prestadores de serviços como planejadores financeiros, advogados, médicos, dentistas, etc.

Porém, ao mesmo tempo que se preocupam em gastar menos em serviços, utilizam a quantia economizada para comprar um barco, um veículo caro, um anel de diamantes ou fazer uma viagem extremamente cara, por exemplo. Por mais que seja um hábito dos ricos controlar o destino de cada centavo, não é uma prática inteligente utilizar o tão suado dinheiro para comprar algo só pelo calor do momento.

Levar os investimentos para o lado emocional

Corley aponta que há dois tipos de investidores: os que não são influenciados por fatores externos e aqueles que sempre agem de acordo com os sinais do mercado, comprando ativos quando os preços estão altos e vendendo quando eles se desvalorizam.

O correto seria, segundo ele, optar por investimentos a longo prazo, comprando e mantendo os papéis sem entrar em pânico no caso de variações do mercado. “Alguns deles investem ainda mais quando a economia está desvalorizada, aproveitando para conseguir papéis com desconto”, escreve.

Muitos investidores, porém, ainda agem conforme o calor do momento e quando o cenário econômico piora, tentam desesperadamente vender os papéis o mais rápido possível. Esse é um dos fatores que o planejador financeiro mostra como grande causa na perda de dinheiro, uma vez que o investidor se deixa levar pelas flutuações, ignorando qualquer forma de planejamento financeiro.

Não perceber que o problema está nos detalhes

De acordo com Corley, há quatro maneiras de enriquecer: gastando menos do que você ganha; aumentando seus fluxos de renda; gastando menos e aumentando sua renda ou herdando uma fortuna.

Aqueles que têm um patrimônio sólido seja por terem herdado ou por conseguirem aumentar os fluxos de renda tendem, segundo o planejador financeiro, a não prestar atenção aos detalhes, esquecendo de conferir extratos do cartão de crédito, gastos diários e transações bancárias. “É fundamental verificar para saber se não houve alguma cobrança errada”, diz.

Apostar tudo em um mesmo lugar

As pesquisas de Corley o levaram à conclusão de que aqueles com mais dinheiro acumulado são os que possuem três ou mais fluxos de renda. Essa é, segundo ele, uma estratégia para diversificar seus investimentos e evitar que caso uma área de atuação não tenha bons resultados, você seja muito afetado.

Algumas pessoas, porém, cometem o erro de colocar todos os investimentos em um mesmo lugar, como em negócios próprios ou no mercado imobiliário, dois investimentos que segundo Corley, não oferecem grande liquidez. Focar em uma única aplicação faz com que caso algo dê errado, o investidor tenha que vender alguns de seus investimentos por preços relativamente baixos e, consequentemente, perca dinheiro.

Não planejar o futuro de forma realista

De acordo com o planejador financeiro, outro erro comum de muitos milionários é a ausência de planejamento previdenciário, imobiliário e ainda, a falta de um testamento atualizado. “Se você tiver um testamento antigo ou não tiver nenhum, os custos do inventário serão maiores. Além disso, sem um testamento você pagará, ainda, impostos federais e estaduais muito mais altos”, conta.

 

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