Previdência privada: veja quais são os planos “em extinção”

Com o aumento da expectativa de vida, Fapi, VRGP e PRGP viraram produtos "arriscados" para as instituições financeiras

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SÃO PAULO – A contratação de planos de previdência privada cresce a cada mês. Dados da Fenaprevi (Federação Nacional da Previdência Privada e Vida) mostra que o total de captações em julho foi de R$ 2,385 bilhões, 31,41% a mais do que no mesmo período do ano passado. VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) e PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) são os mais procurados pelos consumidores, representando quase 70% da reserva geral.

Contudo, de acordo com a Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), ainda existem três tipos planos, considerados como “em extinção”, que ficam com o resto da fatia: o Fapi (Fundo de Aposentadoria Programada Individual), o PRGP (Plano de Remuneração Garantida e Performance) e o VRGP (Vida com Remuneração Garantida e Performance). Em relação ao ano passado, a captação desses produtos caiu 63%.

O que são

Técnicos da entidade explicaram que o Fapi é uma modalidade com algumas características do PGBL, entre elas o desconto de até 12% no Imposto de Renda. Entretanto, não tem taxa de carregamento [uma espécie de tarifa] e, se o investidor sacar o dinheiro antes de um ano, paga IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de 5% sobre o montante acumulado – exceto em caso de morte e invalidez. A portabilidade só fica disponível a partir do sexto mês, ao contrário do PGBL e do VGBL, cujo prazo é de 60 dias.

Oportunidade com segurança!

O PRGP e o VRGP são parecidos com o PGBL e o VGBL, respectivamente, no que diz respeito ao benefício fiscal.

O diferencial das modalidades é a garantia de uma rentabilidade mínima fixa mais um retorno de acordo com um índice de atualização (exemplo: IGP-M, IPCA) de valores durante o período contratado.

Risco

“É muito arriscado para a instituição garantir uma rentabilidade atualizada por um índice de inflação porque a expectativa de vida do brasileiro aumentou muito”, explicou Augusto Sabóia, consultor financeiro.

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“Antes as pessoas trabalhavam até os 65 anos e morriam aos 70 anos. Então ficava mais fácil mensurar a expectativa de vida. Agora fala-se de pessoas vivendo até 120 anos. O risco é muito grande”, finalizou.