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SÃO PAULO – Poucos setores da economia devem registrar um crescimento tão forte em 2002 quanto o de previdência privada. Segundo estimativas da própria Anapp (Associação Nacional de Previdência Privada), o setor deve fechar o ano de 2002 com um crescimento de 36%, muito acima do que o crescimento da economia como um todo, que deve ficar em torno de 1,32% no período.
Os dados para novembro foram divulgados nesta semana e apontam para um patrimônio de R$ 29,9 bilhões para o setor, um crescimento de 37,5% em relação ao mesmo período no ano passado. As informações foram anunciadas pelo presidente da Anapp, Fuad Norman.
Tradicionais respondem por 73% do patrimônio
A projeção da Anapp aponta para um crescimento do patrimônio das entidades de previdência privada de R$ 31,4 bilhões, o que implicaria em um crescimento de 36% em relação ao registrado no final do ano passado. Enquanto a carteira de investimentos do Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) será de R$ 6,8 bilhões, ou cerca de 21,6% do patrimônio total.
Já o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), que foi lançado em março deste ano, deve fechar o ano com um patrimônio de R$ 1,9 bilhão, pouco mais de 6% do total. A maior categoria de planos de previdência segue sendo os planos tradicionais, que existem há mais tempo, e acumulam patrimônio de R$ 23 bilhões, equivalente a 73,2% do total.
Receitas cresceram 32% no ano
No que se refere às receitas obtidas com a venda destes planos, no acumulado de janeiro a novembro elas atingiram R$ 7,9 bilhões, cerca de 32% acima das receitas registradas no mesmo período em 2001, que foram de R$ 5,97 bilhões.
Deste total, cerca de R$ 2,5 bilhões se referem as receitas com PGBLs, ou 31,6%, já os VGBLs respondem por receitas de R$ 1,8 bilhão, ou 22,7%, e finalmente os planos tradicionais respondem por 45,5% do total. Por sua vez, as receitas do mês de dezembro estão previstas para crescerem 34% em relação ao mesmo mês no ano passado. Segundo o presidente da Anapp o maior crescimento deve ser entre os PGBLs, já que ao contrário dos VGBLs, permitem a dedução dos valores das contribuições do imposto a pagar.
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Apesar dos VGBLs não se beneficiarem desta dedução, Fuad Norman acredita que as vendas destes produtos deve crescer neste mês, com os investidores direcionando parte do décimo terceiro para este tipo de aplicação. O público alvo estimado para este produto é de cerca de 20 milhões de pessoas.
Finalmente, no que se refere às reservas técnicas, dados preliminares apontam para um crescimento de 42,9% em relação ao ano passado, com as reservas alcançando R$ 28,1 bilhões no final de novembro.