Conteúdo editorial apoiado por

Previdência: fundo ciclo de vida aloca menos ações com o passar do tempo

Fundo se torna mais conservador próximo à data-alvo porque, se houver perda quando investido em ações, há como recuperar

Publicidade

SÃO PAULO – Existem investidores que não são nem tão conservadores nem muito arrojados. Eles gostam de misturar renda fixa e variável, inclusive no plano de previdência. Porém, não possuem conhecimento necessário para fazer essa alocação. Para atrair este público, os fundos ciclo de vida foram lançados no Brasil, em 2006, e têm crescido à medida que a população pensa cada vez mais no longo prazo.

Conforme explicou o diretor comercial da Brasilprev, Marco Barros, o produto funciona a partir de uma data-objetivo. “Quanto mais distante dela, maior a exposição à renda variável. À medida que o tempo vai avançando, vai mudando até que se tenha 100% de renda fixa”, explicou. Se houver perdas graves quando investido em renda variável, ainda há tempo para recuperá-las. Com o tempo, e próximo à data-alvo, o fundo se torna mais conservador.

De acordo com o diretor superintendente da Itaú Seguros e Itaú Vida e Previdência, Osvaldo do Nascimento, muitos jovens de certa forma não têm conhecimento para fazer esta alocação, exatamente porque é um procedimento complexo. “O que a gente fez foi um produto que já fizesse a compra de parte em renda fixa e parte em renda variável, de acordo com a idade da pessoa. Então, ela não precisa ficar preocupada”, afirmou.

Ingresso no Brasil

O tipo de fundo, segundo explicou o diretor comercial da Brasilprev, já é bem posicionado no mercado mundial, com o nome de lifetime ou lifecycle. Nos Estados Unidos, onde são bastante populares, eles crescem a uma média de 70% ao ano. No Brasil, com um cenário macroeconômico mais estável, as pessoas já começam a mirar investimentos de longo prazo, o que permite a expansão do tipo de fundo.

“O que a gente entende é que ele é ideal para quem verifica o longo prazo e para quem tem certeza de que é importante ter risco, para agregar mais valor”, disse Barros. O superintendente do Itaú concorda: “obviamente que as pessoas que ingressam são aquelas com perspectivas de prazos mais longos, porque nós estamos fazendo a compra de ações em função do tempo que a pessoa tende a permanecer no plano”.

A tendência, para o futuro, é que estes planos continuem conseguindo cada vez mais adeptos. “A aceitação é muito boa”, ponderou Nascimento. Ele ainda disse que, passado este momento de crise no mercado financeiro internacional, o produto vai ser muito mais procurado.

Continua depois da publicidade

Quem contrata?

O fundo da Brasilprev era oferecido, no ano passado, apenas para o público de alta renda do banco. Neste ano, porém, começou a ser oferecido para pessoas físicas e jurídicas. O que Barros percebe é uma alta aceitação por parte de jovens e uma preocupação muito forte dos pais em contratá-los para os filhos. “Antes, se falava em pessoas de 40 ou 50 anos. Hoje, já são aquelas com 30 anos de idade”, disse.

E é claro que com a solidez macroeconômica brasileira, a população de menor poder aquisitivo também está contratando, ainda mais se formos considerar o valor mínimo de investimento mensal, de R$ 25 para planos Júnior na Brasilprev, por exemplo. “Há uma popularização da possibilidade de entrar em um investimento sofisticado”, completou Barros.

Já de acordo com o superintendente do Itaú, quem contrata os planos, que no banco se chama “Itaú Fases de Vida”, são pessoas mais jovens, mas também pais e mães de famílias, “que, de certa forma, querem uma oportunidade de ter aumento dos seus ganhos alocando melhor os seus recursos”, finalizou.